Título

Um mapa dos projetos educativos-ambientais de extensão nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnológia: um olhar sobre o primeiro quinquênio

Programa Pós-graduação
Qualidade Ambiental
Nome do(a) autor(a)
Melissa Dietrich da Rosa
Nome do(a) orientador(a)
Jairo Lizandro Schmitt
Instituição IES
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2016
Dependência Administrativa
Privada
Resumo

O papel dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia na promoção da Educação Ambiental é fundamental para a construção de alternativas possíveis no enfrentamento da crise ambiental e para a transformação social. De acordo com a Lei 11.892 de 29 de dezembro de 2009, que institui a Rede Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, deve ser compromisso dos Institutos o desenvolvimento socioeconômico na extensão dos benefícios destes à sociedade. Neste sentido, essa pesquisa traz à tela a discussão do papel dos Institutos Federais nos processos educativo-ambientais como uma das alternativas possíveis no enfrentamento da crise ambiental e tem por objetivo mapear os projetos educativo-ambientais desenvolvidos nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, verificar o alinhamento destes projetos às políticas públicas e contribuir para a melhoria da atual metodologia de Educação Ambiental (EA) destas Instituições. Este percurso foi balizado por uma estrutura teórica fundamentada em: Moura (2012), Layrargues (2004), Ribeiro et al. (2005), Sauvé (2005), Tristão (2005), Layrargues e Lima (2014) e Loureiro e De Lima (2012). Foi realizado levantamento dos projetos de extensão em Educação Ambiental cadastrados pelos Institutos no Sistema de Gerenciamento de Projetos ? SIGProj nos anos de 2009 a 2014, resultando em um total de 125 projetos. Os dados coletados foram tabulados e organizados em categorias de análise, resultando em um mapa dos projetos de Educação Ambiental dos Institutos Federais. Verificamos que não existe relação entre o número de projetos por região e o de Campi, bem como entre o tempo de implantação dos Campi e o número de projetos. Averiguamos que a maioria dos projetos (75,2%) foi proposta por coordenadores com formação ligada às áreas tradicionalmente associadas ao campo ambiental e que há uma relação fraca entre a presença de cursos que possam ser associados diretamente à área ambiental e a quantidade de projetos. Após, foram coletados dados referentes aos dois Institutos que se apresentaram como extremos em números de projetos, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC), nos Estatutos, Regimentos, Projetos Pedagógicos Institucionais, Planos de Desenvolvimento Institucionais, bem como nos projetos de Educação Ambiental neles desenvolvidos. Constatamos que tanto IFRS quanto IFSC apresentam um descompasso entre suas orientações e suas práticas. No caso do IFRS, uma conjunção de fatores, como a presença de Campi com maior tempo de implantação, mais cursos ligados e mais pessoas com formação ligada a área, foram relacionados com um maior número de projetos. Verificamos que nos discursos dos documentos norteadores de ambos os Institutos predomina o alinhamento à macrotendência crítica da EA, mas que nos projetos há um maior alinhamento às macrotendências pragmática e conservacionista. A partir da análise destes resultados, compreendemos melhor os processos educativo-ambientais desenvolvidos pelos Institutos Federais nos cinco primeiros anos de implantação. Assim, reconhecemos que estas Instituições passavam por um momento de construção de uma identidade educativo-ambiental necessitando diminuir o descompasso entre os discursos institucionais e as práticas educativas.


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