Título

Sustentabilidades praticadas pensadas: lampejos de pirilampos das escolas de dificílimo acesso de Duque de Caxias/RJ

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Patricia Raquel Baroni
Nome do(a) orientador(a)
Martha Tristao Ferreira
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2016
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

O objetivo desta tese é cartografar as lutas pela sobrevivência enquanto modos de (re)existência nas escolas-pirilampo tecidas como subversões em um modelo que as subalterniza, considerando a complexidade das relações cotidianas, os processos de invisibilização que atuam em tais relações e as redes de solidariedade que emergem dessas práticas, buscando, a partir do campo da Educação Ambiental, destacar sua potência ecopolítica. A partir da proposição de vaga-lumes que resistem aos holofotes das grandes cidades, apresento sobrevivências produzidas cotidianamente por unidades escolares que convivem com o assombro do fechamento em razão do baixo quantitativo de alunos, da distância dos centros urbanos e do alto custo de manutenção para a prefeitura. Tais escolas localizam-se em áreas nomeadas pela administração municipal de Duque de Caxias/RJ como sendo de dificílimo acesso. Ao longo da tese, procurei elencar as associações de humanos e não-humanos na constituição do mundo comum como um modo de (re)existência para as escolas-pirilampo. O viés metodológico que permitiu a identificação dessas sobrevivências foi a emissão de cinco lampejos produzidos a partir do pesquisar com culturas-naturezas. As narrativas praticadas-pensadas-produzidas no campo de pesquisa são apresentadas tendo como fio condutor a proposição de brilhos menores que se enredam para a tessitura das reflexões conclusivas. Como conclusões, apresento a possibilidade de conhecer as sobrevivências dos pirilampos partindo de um modo também pirilampo de pesquisar e a proposição de que quando seguimos o brilho intermitente dos vaga-lumes e conhecemos modos outros de ser e estar no mundo e, assim sendo, também nos tornamos luccioles. Tal voo conjunto com o campo de pesquisa nos conduz à tão necessária ecopolítica. O bom encontro com saberes outros, tecidos por praticantes vaga-lumes que resistem diariamente aos holofotes de quem se aprisiona na produção de conhecimento socialmente valorizado, compõe as sustentabilidades praticadas-pensadas numa ecologia de saberes. São essas sustentabilidades que vêm garantindo que as unidades escolares de dificílimo acesso permaneçam com seus lampejos vivos.


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