Título
Reflexões por uma Educação Ambiental vista de baixo: o cotidiano das comunidades utópicas
A Educação Ambiental está em crise. O processo de institucionalização deste campo do conhecimento, junto às esferas burocráticas dos aparelhos do Estado brasileiro, construiu um processo vertical e regulador que visa 'conscientizar' a população sobre as questões ambientais. Entretanto, a degradação ambiental e as múltiplas formas de injustiça social seguem crescendo em todo o território nacional, o que demonstra a limitação dessa educação pensada desde cima. Neste contexto, a presente dissertação vem refletir sobre as possibilidades de uma Educação Ambiental 'desde baixo', ou seja, a partir da vivência cotidiana de coletivos contra-hegemônicos, pautados na construção de uma sociedade socialmente e ambientalmente sustentável. Uma educação que não obedece aos processos regulatórios emanados pelo Estado e que não nasce de pequenas elites intelectuais, isoladas nos espaços acadêmicos, mas que emerge da vida comum e diária, num processo de negação dos modelos socioambientais impostos pela modernidade capitalista. Amparada pela metodologia etnográfica, a pesquisa de campo imergiu nas chamadas 'comunidades utópicas' a fim de compreender a dimensão educativa que brota de sua vivencia alternativa. Portanto, o objetivo central dessa inserção é o de buscar inspirações que permitam pensar novos caminhos emancipatórios para a Educação Ambiental.