Título

Política educativa do IFBA na formação do sujeito ecológico

Programa Pós-graduação
Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente
Nome do(a) autor(a)
Laura Elizabeth Ferreyra
Nome do(a) orientador(a)
Milton Ferreira da Silva Junior
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2016
Dependência Administrativa
Estadual
Resumo

A presente pesquisa objetivou refletir como o currículo da educação profissional não instituiu um <i>habitus</i> para a formação de sujeitos ecológicos no curso integrado em Meio Ambiente do Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia da Bahia, campus Eunápolis (IFBA-EUN). Justificasse esta negativa, inicialmente pela vivência no local da pesquisa, e comprovada a partir do entrecruzamento da base teórica e os dados coletados na pesquisa de campo. No decorrer da investigação, adotou-se como diretriz o conceito de <i>habitus</i> (BOURDIEU, 1972) para delinear o <i>habitus</i> sujeito ecológico. Outrossim, entender o que é currículo integrado e a interdisciplinaridade como metodologia, foi um passo essencial para afirmar que é possível formar este <i>habitus</i> sujeito ecológico a partir do currículo integrado, porém o <i>habitus</i> tecnicista continua prevalecendo no processo de ensino-aprendizagem da educação profissional. As observações in loco, os questionários estruturados aplicados ao corpo discente do curso e as entrevistas estruturadas aplicadas a três docentes que ministram aulas e que atuaram ou atuam como coordenador de curso possibilitou a coleta de dados que comprovou a hipótese desta pesquisa. Assim possibilita coligir que as questões ambientais normalmente ficam por conta das disciplinas técnicas do Curso em Meio Ambiente, e que as mesmas, se ocupam pontualmente dos conteúdos e/ou de aspectos mais propriamente técnicos. Também, existem indicativos que o corpo docente das disciplinas do núcleo comum atua com certa resistência/ desconhecimento no desenvolvimento de atividades interdisciplinares utilizando-se, entre outras temáticas, a Educação Ambiental como tema motivador, o que sinaliza um paradoxo. Igualmente, a própria conformação histórica dos Institutos Federais, que surgiram no intuito de qualificar trabalhadores através de práticas tecnicistas, que se estendem e legitimam ao ser analisado o perfil do corpo docente que compõem o professorado do campus Eunápolis, indicando uma formação linear. É perceptível que as ementas das disciplinas que compõem a matriz curricular do curso, estão voltadas para a educação profissional, com o objetivo de inserir este aluno no mundo do trabalho ou na verticalização acadêmica, deixando para segundo plano, embora explícito no Projeto Pedagógico Institucional (PPI-IFBA, 2013), a formação pautada no sujeito histórico-crítico isto é, uma formação para além de técnicos.


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