Título

Poder e resistênciia nos diálogos das ecologias licantrópicas, infernais e ruidosas com as educações menores e inversa (e vice-versa)

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Rodrigo  Barchi
Nome do(a) orientador(a)
Silvio Donizetti de Oliveira Gallo
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2016
Dependência Administrativa
Estadual
Resumo

Na perspectiva das filosofias da diferença, principalmente no pensamento de Nietzsche e Foucault, o poder não precisa ser compreendido somente sob os auspícios da dominação e do controle, mas principalmente como um exercício nas relações de forças. Porém, ao tornar-se uma obsessão, a adoração e obstinação pelo exercício do poder acabam por descambar em uma atividade fascista, seja ela na dimensão macro ou micropolítica. Utilizando os conceitos de poder e resistência presentes no trabalho de Foucault, e em alguns intérpretes do pensamento libertário contemporâneo e das filosofias da diferença, esta tese busca realizar uma série de diálogos entre a educação e a ecologia, sem necessariamente estabelecer princípios ou fundamentos de uma Educação Ambiental. A proposta deste trabalho, inversa e disjuntiva às propositivas oficialistas e normalizadoras em Educação Ambiental, é levantar algumas possibilidades de promover relações entre a educação e a ecologia que resistam à imposição de uma lógica unívoca, condutiva e policialesca. Na primeira parte, o conceito de poder é utilizado para discutir a promoção da unificação, da homogeneização e da cristalização das práticas cotidianas sob a égide da Educação Ambiental institucionalizada nas políticas públicas, destacando as discussões sobre as relações entre o poder e o saber, a normalização, a pastoralidade, a governamentalidade e o exercício policial. Na segunda parte, são abordadas possibilidades de resistências que buscam inverter (no sentido de inversão nietzscheana-deleuziana da filosofia) e tornar menor (como condição insubmissa e rebelde do pensamento e da prática cotidiana) a ecologia e a educação, assim como a relação entre as duas. Os aspectos licantrópico (de ?monstruosidade? mestiça e híbrida), infernal (de rompimento com o Uno e multiplicador das diferenças) e ruidoso (do incômodo ao pensamento e a uma ilusória harmonia) dessas relações menores e inversas entre a educação e a ecologia estão presentes, nessa tese, nos discursos e capas dos álbuns de diversos conjuntos heavy metal, thrash metal, death metal, hardcore e grindcore, ou seja, do que pode ser chamado de (anti)música ou música extrema.


Classificações

Contexto Educacional