Título

O despertar da sensibilização ambiental: os alunos como agentes de transformação na comunidade de Peixinhos, Olinda-Pernambuco

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Margarida Patrícia da Silva Oliveira
Nome do(a) orientador(a)
Múcio Luiz Banja Fernandes
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2016
Dependência Administrativa
Estadual
Resumo

A humanidade, durante seu processo evolutivo, torna exploráveis os recursos naturais de forma antropocêntrica, sem, no entanto, considerar os limites de sustentabilidade. Dessa forma, perceber que tais posturas geram consequências negativas, torna-se distante da realidade de muitos seres humanos, que permanecem agredindo o meio ambiente. A pesquisa tem como objeto apresentar uma análise dos desafios enfrentados por discentes e docentes de seis turmas do sexto ano do Ensino Fundamental de pôr em prática a Educação Ambiental no contexto da interdisciplinaridade, não fazendo dessa prática um obstáculo, mas que seja motivo para fazer a diferença no âmbito da comunidade escolar. Para este estudo, tivemos como procedimento metodológico, de início, conhecer o local da pesquisa, o bairro de Peixinhos, Olinda- PE. Os sujeitos envolvidos foram professores e alunos de uma escola da rede municipal de ensino do mesmo município. Para a continuidade da metodologia, dispomos da abordagem qualitativa e quantitativa, embasadas pela pesquisa-ação, a qual apresenta quatro etapas de caráter cíclico: diagnóstico, ação, avaliação e reflexão. Dessa forma, a pesquisa esteve alicerçada em dois instrumentos de coleta de dados: o questionário semiestruturado como prioritário e a observação participante. Diante dessa realidade, as categorias de análise estiveram voltadas à consciência, ao conhecimento, ao comportamento e à habilidade dos participantes. Para realizar a análise dos dados, utilizamos a técnica de análise de conteúdo e, por fim, a inserção social, que tem como caráter minorar os impactos negativos do bairro. Para esta, fez-se uso da percepção dos envolvidos na pesquisa, sobre os impactos ambientais com o método de identificação e avaliação de impactos. Por meio desta análise, constatou-se que no bairro de Peixinhos há presença de impactos de caráter negativo (-6.137) e impactos positivos (+972). É salutar concluir que a Educação Ambiental não está inserida nos conteúdos das diferentes áreas do conhecimento, que se tornam pontuais, pois, diante da pesquisa, apenas 38% dos educadores conhecem e praticam a transversalidade em sala de aula. Perante a investigação, observamos que os alunos compreendem o que é meio ambiente, e que esse conhecimento esteve alicerçado na prática de sala de aula. Porém, 90 alunos elencaram que a escola não promove atividades voltadas ao meio ambiente, o que seria muito atrativo para o aumento do conhecimento. Após esses resultados da inserção social e da análise dos questionários, constatamos a necessidade de os educadores das diversas áreas do saber inserirem em sua prática cotidiana em sala de aula momentos que façam os alunos refletirem sobre a emergência em mudar as atitudes diante do meio ambiente, sendo importante desenvolver o material didático, voltado para os aspectos sociais, político, econômico e cultural da área objeto de estudo; que seja incentivada a criação de material alternativo, com jogos e cartilhas destinadas tanto para as escolas (educação formal), quanto voltadas a atender a comunidade (educação informal), desde que sejam adequadas para a faixa etária e grau de escolaridade. Isto nos remete a pôr em prática o plano de ação da inserção social da pesquisa, com o intuito de mudar as atitudes dos envolvidos e clamar por um ambiente sustentável.


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