Título

Educação ambiental em suas práticas singulares sustentáveis no processo osmótico comunidadeescola

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Marcia Moreira de Araujo
Nome do(a) orientador(a)
Martha Tristão Ferreira
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2016
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Esta pesquisa discute e problematiza a fragmentação/dissociação dos saberes, e dialoga com a teoria da complexidade (MORIN, 2006), na proposição da junção pela educação ambiental. Narra os "acontecimentos e agenciamentos" (DELEUZE, 1992), nos processos osmóticos da comunidade escola. Por uma osmose de interação (MATURANA, 2001) e novas configurações a partir do que é tecido na comunidade como práticas singulares (GUATTARI, ROLNIK, 2011) em educação ambiental que potencializam a região Sul Capixaba. Neste sentido, esta tese problematiza a relação de algumas comunidades locais dos municípios da região Sul Capixaba, a situação social e as práticas de gestores ambientais e docentes, perante a instalação de grandes empreendimentos de cunho exploratório no meio natural que afetam a dinâmica socioambiental na localidade. Diante dessa problemática, a pesquisa discute possibilidades de compreender de que forma essas práticas, denominadas "singulares" , acontecem em processos de singularização (DELEUZE; GUATARRI, 1992), por meio da formação dos gestores, docentes e discentes em seu lócus de atuação, numa cartografia desses saberes fazeres poderes em Educação ambiental. Na pesquisa cartográfica/rizomática, transversalizamos nosso aporte metodológico com os princípios do Método Cartográfico (PASSOS, KASTRUP, 2010), num processo híbrido com estudos do conhecimento rizomático (DELEUZE, GUATTARI, 1995). As práticas educativas e sociais engendradas na localidade foram evidenciadas com as narrativas em educação ambiental (HART, 2003; TRISTÃO, 2013), na articulação de ideias a respeito do que está acontecendo e do que podemos falar sobre direções e possibilidades para o futuro em relação às nossas investigações atuais. Analisamos fazeres/saberes/poderes em educação ambiental presentes nessas práticas singularizadas em prol de sustentabilidades por outros modos de subjetivação. A pesquisa problematiza as biopolíticas/biopoderes locais em face às imposições dos agenciamentos capitalísticos. Cartografamos os fluxos em educação ambiental na região Sul Capixaba nos encontros com gestores/as, educadores/as, educandos/as, em reuniões dos Comitês de Educação Ambiental de Vila Velha e Cachoeiro de Itapemirim/ES, na EEEFM "Filomena Quitiba", em Piúma/ES e nos movimentos culturais da localidade.


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