Título

Educação Ambiental e direitos humanos na formação inicial de professores de Ciências e Biologia

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Natalia Tavares Rios Ramiarina
Nome do(a) orientador(a)
Vera Maria Ferrão Candau
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2016
Dependência Administrativa
Privada
Resumo

São muitos os desafios que se colocam para a educação em Direitos humanos e para educação ambiental na sociedade atual, e a formação de professores é campo estratégico de reflexão. Para pensar estas temáticas no currículo de Ciências e Biologia, buscou-se estabelecer as afinidades teórico metodológicas entre a vertente crítica da educação ambiental e o discurso contra hegemônico dos DDHH, a partir de categorias da justiça ambiental, utilizando referenciais da educação popular de Paulo Freire, da ecologia de saberes de Boaventura de Sousa Santos e do ecologismo dos pobres de Martínez Alier. O presente trabalho tem como objetivo caracterizar como as Licenciaturas em Ciências Biológicas das Universidades públicas da Cidade do Rio de Janeiro (UNIRIO, UERJ e UFRJ) têm abordado as temáticas da Educação ambiental e dos Direitos Humanos. Para tal, optou-se pela triangulação de dados composta pela análise dos Projetos Políticos Pedagógicos dos Cursos, entrevistas com professores e coordenadores e questionário com alunos concluintes. Buscou-se desta maneira caracterizar as concepções que informam os documentos institucionais e os objetivos dos cursos em relação às temáticas, o entendimento dos professores e coordenadores sobre a EA e DDHH, identificando aspectos conservadores e hegemônicos e/ou aspectos críticos e contra hegemônicos em seus discursos. O questionário com alunos concluintes compôs a análise sobre como estes alunos veem sua formação e quais suas expectativas de futura atuação docente sobre estas temáticas. O estudo indicou uma ampliação nos objetivos da formação de professores de Ciências e Biologia, incorporando a formação humana e social. Neste sentido, a EA é mais amplamente inserida na formação inicial, sobretudo com um enfoque conservacionista, enquanto os DDHH são tratados apenas como pano de fundo, sobretudo para o tratamento de aspectos relacionais, referentes ao respeito e não discriminação. A inserção das temáticas acontece de acordo com entendimento pessoal dos professores, não havendo uma reflexão coletiva e institucional sobre os propósitos desta dimensão da formação, embora professores e coordenadores sejam unânimes em reconhecer a relevância desta inserção. São potencialidades dos cursos a inserção de alunos de diversos grupos sociais, a vivência e demandas trazidas pelas escolas nos estágios e atividades extracurriculares.


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