Título

Educação ambiental campesina: do diálogo de saberes à semeadura de projetos ambientais escolares comunitários

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Edilaine Maria Mendes Ferreira
Nome do(a) orientador(a)
Regina Aparecida da Silva
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2016
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Com a intencionalidade de dialogar e refletir sobre Sociedades Sustentáveis nos diferentes âmbitos sociais e criar táticas de enfrentamento às mudanças climáticas, o Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (GPEA) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), teceu coletivamente o processo formativo ?Escolas Sustentáveis e COM-VIDA no Pantanal de Mato Grosso, Brasil? juntamente com a Escola Estadual Professora Maria Silvino Peixoto de Moura e a comunidade pantaneira de São Pedro de Joselândia, município de Barão de Melgaço, Mato Grosso, Brasil. Essa pesquisa tem como objetivo compreender como se deu esse processo de aprendizagem coletiva e colaborativa, tecido por meio do diálogo Freireano entre a universidade, a escola e a comunidade do campo. Nossa busca percorreu uma trajetória metodológica de caráter qualitativo embasada na sociopoética. A escolha pela sociopoética foi por compreendermos que o processo formativo foi construído cooperativamente e, também, em vários momentos da investigação, pudemos contar com a colaboração de co-pesquisadores. Assim, além da racionalidade científica, nossa pesquisa acolheu também sentimentos, como a subjetividade e a afetividade, na construção do saber. Evidenciamos que as atividades formativas, desse processo, tiveram início no ano de 2013, finalizando em 2014. Toda a tessitura, desde a proposta de calendário, a definição dos momentos de estudo e prático: coletivos e/ou individuais, as temáticas a serem articuladas, a definição dos projetos ambientais foram construídas por meio da dialogicidade. A fundamentação teórica partiu de temáticas do contexto local, usando materiais de apoio sobre escolas sustentáveis e COM-VIDA, tramados com conceitos de educação ambiental, do campo e popular. A culminância do processo formativo se deu com a construção e implantação de quatro Projetos Ambientais Escolares Comunitários (PAEC) no ambiente escolar: a Ecocasa Tradicional, a Cortina Verde, o Telhado Verde e o Ecofiltro. Todos com perspectivas de baixo custo e baixo impacto ambiental, com a proposta de aumentar a articulação escola-comunidade e colaborar para a transformação da escola em espaço educador sustentável ou com critérios de sustentabilidade. A efetivação dos PAEC, promovida pela participação coletiva e colaborativa da comunidade escolar, nos permitiu perceber o quanto que a reflexão dialogada, com apontamentos para um currículo fenomenológico, promove a construção e reconstrução de espaços de autoconhecimento (EU), da relação social de alteridade (OUTRO) e respeito ao lugar habitado (MUNDO).


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