Título
A Rosa dos Ventos da Educação Ambiental: reflexões sobre os lugares e perspectivas de Educação Ambiental na Universidade Federal do Ceará
Tracejei os meus rumos de pesquisa aprimorando rascunhos e maneiras de estudar lugares de educação ambiental na Universidade Federal do Ceará (UFC), desejando conhecer experiências diversas com esse viés e os contributos de educação ambiental que delas ressoam através e na universidade. Dessa maneira, assumo como perguntas: saber quais e como são as experiências de educação ambiental da UFC? Onde e como são os lugares que as realizam? Quais as suas principais contribuições? E como repercutem enquanto experiências que se dão por meio da UFC? Iniciando a minha experienciação nesse campo, compreendi que existe uma multiplicidade de noções, práticas e tensões que conformam concepções e formas de educação ambiental diversas e adversas (FIGUEIREDO, 2003; LAYRARGUES, LIMA, 2011; CARVALHO 2002; SOUSA, 2010). Conforme as perguntas centrais da tese, incorporando questionamentos dialógicos e descolonializante em relação a ciência, o método de pesquisa se deu na vivência de uma jornada metodológica, estabelecendo percursos e aproximações dialógicas (entrevista individual, rodas de conversa, entrevista no âmbito da experiência pesquisada, observações e troca de informações) com as pessoas e grupos pesquisados. Refletindo sobre as questões registradas, incorporando concepções dialógicas (FREIRE, 1989) de educação ambiental (FIGUEIREDO, 2003), discorro sobre as aproximações dialógicas com membros do: PIBID-UFC EA; DGA/Progere; Procen; Locus; Açude Vivo/Casa Verde; Lageplan; GEPPe; Borboletário; PET engenharia ambiental; Mangue Vivo; PET biologia/GEEDUCA; MASSA; NuVENS; AMARES; Progepa; TRAMAS; e, Verde Luz. Deles, percebi enunciações diversas que aproximam ou distanciam certas experiências de outras, inscrevendo na UFC diferentes noções de educação ambiental. Dessa maneira, os arranjos simbólicos delineiam direções independentes em função das diferentes expressões de meio ambiente que desenvolvem e carregam. Em outra análise, abrigam situações-limite e horizontes de possibilidades de educação ambiental, projetando-se como um conjunto diverso de práticas e noções de educação ambiental que lhes provocam alguma relação, ainda que pelo fator da diferenciação, no qual a figura da rosa dos ventos surgem como imagem/tese/metáfora a fim de valorizar os passos que os grupos pesquisados estão realizando e a importância do diálogo com e entre eles acerca das suas expressões e práticas ambientais, servindo como ilustrações dos diferentes e importantes efeitos e saberes que as práticas de educação ambiental, mas sobretudo a reflexão e o diálogo sobre elas, oportunizam.