Título

A Educação Ambiental na identificação do processo de injustiça ambiental vivido pelos trabalhadores operacionais da indústria naval do Rio Grande (RS, Brasil)

Programa Pós-graduação
Educação Ambiental
Nome do(a) autor(a)
Gilmal Freitas Silva
Nome do(a) orientador(a)
Gianpaolo Knoller Adomilli
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2016
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

A presente dissertação esta inserida na área de concentração da Educação Ambiental e tem como propósito verificar os problemas socioambientais enfrentados pelos trabalhadores, que exercem suas atividades nas áreas operacionais dos estaleiros do Rio Grande - RS, especificamente em relação às condições de trabalho e moradias como processo gerador de injustiça ambiental, a partir do ano de 2006, com a implantação do Polo Naval. Por meio do nosso referencial teórico, analisamos as políticas de governo,que proporcionaram o renascimento da indústria naval no país e a criação do Polo Naval do Rio Grande, baseadas no projeto do novo desenvolvimentismo, decorrente de um sistema capitalista, que reproduz às injustiças socioambientais, através da injusta relação de poder entre o Capital, representado pelas empresas, que como ente opressor, explora e impõem as condições de trabalho, e o trabalho constituído pelos trabalhadores, que como classe oprimida, aceita estas circunstâncias, levados pelo medo da perda do emprego, vendendo pelo menor preço sua força produtiva. Assim, descrever o tratamento oferecido pelas empresas a esses trabalhadores, durante as atividades laborais e nos locais de moradias, confrontando com os discursos de sua política socioambiental e trabalhista. Também, visando esclarecer às questões pertinentes a pesquisa, utilizamos como metodologia para a elaboração da dissertação, o estudo de caso, através do aporte teórico com análise de livros, revistas e jornais de circulação local e nacional, artigos científicos, periódicos impressos, dissertações e teses que versam sobre o assunto, bem como a realização de pesquisa exploratória, com trabalho de campo e observação participante, acompanhado de registros fotográficos e utilização de entrevistas aberta e semiestruturadas com oito trabalhadores operacionais dos estaleiros e um líder sindical, representante dos trabalhadores metalúrgicos, que convive com esses problemas nas dependências do Sindicato dos Metalúrgicos e no interior dos pátios das empresas, com objetivo de apreender a história contatada de dentro, sob a perspectiva dos trabalhadores operacionais, que exercem suas atividades nos estaleiros.Portanto concluímos que ocorreu a existência da injustiça ambiental no tratamento proporcionado pelas empresas a seus trabalhadores, tanto em relação às condições de trabalho nos estaleiros, quanto nas condições de habitabilidade das casas e alojamentos.


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