Título
Limites e possibilidades na transição para espaços educadores sustentáveis em escolas municipais de São João Batista - SC
Situada no contexto do grupo de pesquisa Educação, Estudos Ambientais e Sociedade (GEEAS) do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Vale do Itajaí - Univali, esta pesquisa objetivou analisar como duas escolas de educação básica do município de São João Batista - SC, traduzem e contextualizam em suas práticas, os fundamentos e princípios das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental - DCNEA, e do Programa Nacional Escolas Sustentáveis - PNES, visando a sua transição para Espaços Educadores Sustentáveis (EES), entendidos como aqueles que têm a intencionalidade pedagógica de se constituir em referências concretas de sustentabilidade socioambiental (TRAJBER, SATO, 2010). De abordagem qualitativa, ancorou-se em pressupostos teóricos do campo da Educação Ambiental (EA), bem como em documentos oficiais do MEC. O campo de pesquisa foi composto por duas escolas da rede municipal de ensino de São João Batista - SC, com a participação de dois gestores e oito docentes. Para a coleta dos dados, utilizou-se múltiplas fontes de evidências, tais como a análise documental, as entrevistas semiestruturadas e a observação direta, por permitirem uma triangulação dos dados e uma validade maior do constructo, e a técnica da Análise de Conteúdo (BARDIN, 2011). Os resultados apontam que as escolas possuem limitações no que se refere ao processo de transição para um EES, mas que também possuem possibilidades para que o mesmo aconteça. Como principais limitações destacam-se o desconhecimento das intencionalidades e objetivos do Programa Nacional Escolas Sustentáveis, do PDDE Escolas Sustentáveis e das Políticas públicas em EA; a falta de formações continuadas em EA; a ausência de diálogos entre os sujeitos da comunidade escolar; bem como a fragilidade do Projeto Político Pedagógico. Como possibilidades, apontam-se os indícios em direcionar as práticas de ensino à ressignificação dos valores ambientais dos alunos; o reconhecimento por parte dos docentes e gestores acerca da importância de se trabalhar a temática ambiental envolvendo a comunidade escolar e local; a ocorrência de um diálogo entre os saberes populares e os científicos; e a aposta nas formações em EA como fonte de construção e reconstrução de concepções e percepções no que tange às questões ambientais e sustentáveis.