Título

Práticas ambientais adotadas pelos quatro maiores bancos brasileiros na visão dos bancários sindicalizados da cidade de Recife/PE

Programa Pós-graduação
Gestão do Desenvolvimento Local Sustentável
Nome do(a) autor(a)
Fernando Antonio Araujo Cavalcanti
Nome do(a) orientador(a)
Fábio José de Araujo Pedrosa
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2015
Dependência Administrativa
Estadual
Resumo

Os bancos apresentam papel fundamental na mobilização e alocação de recursos por meio de investimentos, que podem promover uma economia sustentável. Neste aspecto, há intencionalidade das instituições bancárias em adotarem os princípios da sustentabilidade. Todavia, ainda são escassas as publicações que visam observar como os funcionários dos bancos enxergam essas ações. Neste estudo a hipótese a ser observada é que os bancos seguem normas, publicam relatórios de sustentabilidade, tem serviços e produtos com apelo ambiental, possuem ferramentas de promoção e formação educacional, mas não há a apropriação por parte dos bancários, das temáticas ambientais. Assim, foi necessário verificar o conhecimento dos empregados sobre normas, políticas, protocolos, relatórios de sustentabilidade, acordos nacionais e internacionais aos quais os bancos são signatários, bem como averiguar a inclusão de educação, e a participação dos bancários em treinamentos. Conferir se os empregados sabem em que setor são tomadas as decisões ambientais; se existe área específica, se trabalham diretamente com a temática ambiental, além de constatar como os bancários enxergam a tríade: banco - bancários - clientes, relacionada à preocupação com produtos e demandas de viés ambiental. Para isso, abordou-se, através de análise documental e revisão literária uma contextualização do histórico das normas ambientais em 4 instituições bancárias. Para responder essas dúvidas, foram elaborados blocos de perguntas, em um questionário, através de uma ferramenta Survey, com 212 bancários sindicalizados da cidade do Recife/PE. Foi possível verificar que os bancários reconhecem que bancos possuem setor centralizado e específico para assuntos ambientais entretanto, não trabalham nesses setores. Reconhecem que os bancos são signatários de protocolos e normas internacionais e nacionais, adotam política sobre a temática ambiental e publicam Relatório de Sustentabilidade, mas não os conhecem. Os bancários distinguem a forma adotada pelos Bancos para realizações de ações educacionais e treinamentos, porém relataram que foram poucas as participações de ações educacionais ou treinamento sobre a temática ambiental promovida nos últimos 12 meses. Declaram ser pequena a demanda por assuntos ambientais mas consideram que os clientes estão dando maior importância a produtos e serviços com diferencial socioambiental. Entretanto, consideram que clientes não pagariam maiores taxas para esses produtos. Por fim, os bancários julgam-se mais preocupados com as ações ambientais do que os bancos. Pode-se concluir que há necessidade de descentralização das ações ambientais nos bancos. Urge dar importância aos produtos e serviços com diferenciais ambientais para todas as classes sociais. Conclui-se que as práticas divulgadas nos relatórios de sustentabilidade devem se tornar mais próximas do dia a dia dos bancários, para que possam, muito em breve, responder conscientemente qualquer questionamento, sobre a existência de bancos comprometidos com a temática ambiental, e que de fato, colaborem para uma legitima sustentabilidade.


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