Título

Processos educativos do assentamento Frei Vantuy: um estudo de caso

Programa Pós-graduação
Educação e Contemporaneidade
Nome do(a) autor(a)
Cristiane Andrade Fernandes
Nome do(a) orientador(a)
Antonio Dias Nascimento
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2015
Dependência Administrativa
Estadual
Resumo

A presente pesquisa apresentada no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade - PPGEduC - da Universidade do Estado da Bahia - UNEB, tem como o lócus o Assentamento Frei Vantuy, localizado na Rodovia Ilhéus-Itabuna, da região cacaueira, no sul da Bahia. A terra foi ocupada por assentados, e negociada com o dono da Fazenda Dom Bosco II, pelo INCRA, para fins de Reforma Agrária. O questionamento desencadeador da pesquisa foi: Como se desenvolve o processo educativo no contexto do Assentamento Frei Vantuy? Desta forma, o objetivo geral da pesquisa foi: analisar os processos educativos e as aprendizagens construídas no Assentamento Frei Vantuy. Os objetivos específicos foram: investigar sobre o processo histórico da reforma agrária no contexto da região cacaueira do assentamento; identificar as instituições que colaboraram na implantação e organização do assentamento; analisar as implicações ocorridas com o processo educativo no desenvolvimento do Assentamento Frei Vantuy na região cacaueira, na relação das famílias com a terra, com o trabalho e a vivências dos assentados. A metodologia desenvolvida na pesquisa é de natureza qualitativa, do tipo estudo de caso (ANDRÉ e LUDKE, 1996). No que se refere aos procedimentos metodológicos, utilizou-se a entrevista semiestruturada; observação da vida cotidiana dos assentados, com registro no diário de campo, e análise documental das Atas da Associação do Assentamento. Este estudo deste caso revelou que a Comissão Pastoral da Terra, INCRA, COOPASB, WWF, MLT, PUC, diversas instituições, câmaras, universidade, fóruns de diálogos e movimentos sociais da região, entre outros, tiveram um papel fundamental para a apreensão dos processos educativos existentes hoje no assentamento, seja no aspecto de gestão, da coletividade, do cuidado com o meio ambiente e da participação das mulheres. Embora o assentamento não se configure em um movimento social, ao longo de sua caminhada, nestes quinze anos de consolidação, agrega características de um movimento instituinte, durante o processo educativo, vivenciado nas aprendizagens contínuas, propiciando um agir coletivo com mais autonomia, consciência e desenvolvimento sustentável. Sendo assim, ainda que não se autodenominem como um movimento social, as atitudes coletivas demonstram a organização de um movimento social, quando lutam e se mobilizam por ações solidárias que determinam uma nova perspectiva societária para todos. A reunião dos associados é um exemplo desta iniciativa, pois o espaço é democrático, dinâmico e de grandes decisões coletivas, produz conhecimento em suas relações cotidianas, constituindo sua independência sociopolítica, econômica, ambiental e humana.


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