Título
Apropriações conceituais na constituição do programa de educação ambiental do estado da Bahia
O presente trabalho tem como objetivo analisar a constituição do Programa de Educação Ambiental do Estado da Bahia (PEA-BA) e o modo como os sujeitos envolvidos se apropriaram dos conceitos comunicação, transversalização, avaliação nos seus 27 Territórios de identidade. O PEA-BA tem um valor político assentado numa democracia participativa que está sendo disseminada na proposta do Programa por meio dos conceitos, dos enunciados e dos eixos estruturante. É por meio desse valor que o conceito de educação ambiental é difundido, ou seja, o que é dito sobre educação ambiental nesse Programa passa necessariamente pelo discurso em defesa da descentralização de poder ou horizontalização das relações de poder entre Estado/sociedade civil. O PEA-BA se diferencia dos demais Programas por ter sido construído coletivamente entre o Estado e a sociedade civil, além do mais está respaldado numa proposta de educação ambiental numa perspectiva emancipadora, para que os envolvidos possam atuar no meio onde estão inseridos de maneira consciente sendo corresponsáveis no processo de gestão e cuidado de seu território de identidade. Assim, surgiu o interesse em conhecer como aconteceu a efetivação da participação dos envolvidos para a construção do Programa, que serve de parâmetros para o desenvolvimento da educação ambiental no estado da Bahia. Usamos como forma de coleta de dados a entrevista semiestruturada, fundamentada, principalmente, nas obras de Michel Foucault. Com objetivo de desenvolver um trabalho seguro, realizamos uma análise do PEA-BA e outra das entrevistas dos representantes dos territórios de identidade. As entrevistas mostraram que os conceitos que são a base do Programa ainda não foram apropriados pelos envolvidos. E a proposta de horizontalização das relações de poder não se traduziu em ações concretas que possibilite ao cidadão envolvimento nos processos de tomada de decisão de seu espaço.