Título
Diagnótisco Socioeconômico e ambiental dos pesque-pague da sub-bacia do Guarapiranga Alto Tietê, SP
O reservatório Guarapiranga passou a ser em 2014 o principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo e a despeito disso, a qualidade de suas águas tem sido comprometida com o adensamento populacional e as atividades em seu entorno. Entre estas atividades, destacam-se os pesque-pague que além de ser uma alternativa de renda, também oferecem lazer em áreas naturais tão escassas na maior metrópole do Brasil. Apesar de trazerem benefícios socioeconômicos para a região, sem o manejo adequado podem causar impactos negativos à qualidade da água da Bacia onde estão inseridos. Para tanto foram realizadas análises quanto aos aspectos socioeconômicos e ambientais em 15 dos 24 empreendimentos identificados, assim como a percepção ambiental de seus frequentadores. As análises das variáveis físicas e químicas da água mostraram que os efluentes dos pesque-pague representam um impacto negativo à qualidade da água da sub-bacia do Guarapiranga, uma vez que apresentaram elevadas concentrações de nutrientes (PT e NT) e uma redução na concentração de oxigênio dissolvido em relação aos afluentes. Além de adequações na estrutura física dos lagos, como instalação de grades para evitar escapes, de aeradores artificiais e de tanques com macrófitas aquáticas para tratamento dos efluentes, os trabalhos de educação ambiental com os proprietários e usuários são fundamentais uma vez que muitos proprietários não possuem conhecimento técnico para o manejo adequado e também, quanto aos usuários, a grande maioria demonstrou desconhecer os problemas que a má qualidade da água dos pesque-pague pode trazer para o ambiente e também, para a saúde humana. Os resultados indicam a necessidade de se implementar medidas mitigadoras para minimizar os impactos que os pesquepague podem causar ao ambiente, assim como na melhoria da qualidade do pescado consumido e consequentemente na qualidade de vida da população local.