Título
Uso público e conservação da biodiversidade em parques nacionais do Brasil e Estados Unidos
Foram estudados parques nacionais em uma economia desenvolvida (EUA) e uma economia emergente (Brasil). Os objetivos da pesquisa foram avaliar as estratégias de gestão de parques nacionais em diferentes estágios de desenvolvimento da gestão e uso público para avaliar o efeito do uso público sobre a biodiversidade de parques nacionais. Foram amostrados cinco parques nacionais no estado do Rio de Janeiro (Brasil) e sete no estado de Maryland (EUA). Foi utilizada a Metodologia RAPPAM - avaliação rápida e priorização da gestão de Áreas Protegidas desenvolvido pelo Fundo Mundial para a Vida Selvagem (WWF). Uma série adicional de perguntas focadas em ecoturismo e uso público foi elaborada e incluída no questionário de investigação. Os resultados do Brasil e dos EUA indicam que 92% dos gestores acreditam que a biodiversidade e recursos naturais de seus parques estão sendo mantidos com o atual nível de uso público. Oitenta e três por cento relataram que o turismo contribui para a educação ambiental dos visitantes. Turismo foi relatado como um benefício econômico para operação e manutenção em 75% dos parques. Para 60% dos parques brasileiros e 43% dos parques nos EUA, o turismo é fator contribuinte para diminuir atividades ilegais, como caça, desmatamento e incêndios nos parques. A importância biológica e fatores de importância socioeconômica se mostraram mais altos no Brasil do que nos EUA, mas a importância do turismo foi 12 % menor no Brasil do que nos EUA. Três grandes diferenças de gestão foram observadas entre o Brasil e os EUA: vulnerabilidade, amparo legal e infraestrutura. Os gestores dos parques no Brasil e nos EUA acreditam que é necessário mais pesquisas em turismo para ajudar os esforços de gestão do parque. Baseado nas respostas dos gestores dos parques, um maior nível de desenvolvimento econômico não reduz a biodiversidade nos parques amostrados. Para manter a biodiversidade e aumentar o desenvolvimento econômico e o uso público, acredita-se ser necessário: recursos humanos adequados ao parque, incluindo pessoal de fiscalização, recursos financeiros adequados, e capacidade para limitar o uso público, se necessário.