Título

Universalismo e relativismo no trabalho com valores em educação ambiental: construindo sentidos

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Lisiane Abruzzi de Fraga
Nome do(a) orientador(a)
Dalva Maria Bianchini Bonotto
Ano de defesa
2014
Dependência Administrativa
Estadual
Resumo

Este trabalho de pesquisa surge da consideração da Educação Ambiental como possibilidade de subversão ou resistência à lógica utilitarista e racionalista que prevalecem na estrutura da sociedade e, em consequência nos espaços de educação formal. Neste encontram-se reflexões, a partir de análises que realizei, acerca da predisposição à universalização e/ou ao relativismo que possa estar presente nas práticas pedagógicas envolvendo o trabalho com valores no campo da Educação Ambiental. Apresento a relevância do conhecimento a respeito da questão, além da responsabilidade e do compromisso do educador e da sociedade, necessários para possibilitar a construção de novos sentidos relativos aos valores assumidos coletivamente, com relação à questão ambiental. No entanto, tal construção deve se dar de forma a garantir a autonomia dos sujeitos e, ao mesmo tempo, impedir que tais valores justifiquem injustiças, dificultando o encontro com a alteridade. Discuto o quanto as práticas pedagógicas podem predispor à universalização e/ou ao relativismo com relação aos valores trabalhados em Educação Ambiental, por meio da análise dialógica, que utiliza Bakhtin como referencial metodológico. Foram observadas práticas pedagógicas de professores do ensino médio e último ano do ensino fundamental, que propuseram-se a elaborar e desenvolver, junto aos (às) estudantes com os (as) quais trabalham, atividades envolvendo valores e a temática ambiental. Os sentidos construídos a partir deste trabalho de pesquisa apontam para necessidade de valorização dos encontros, em sua singularidade, no ambiente escolar, como possibilidade de quebra tanto dos riscos de universalização como de relativismo durante o trabalho com valores nas práticas de Educação Ambiental. Isso pode contribuir para a formação de um sujeito livre e comprometido, o qual saberá como agir em cada momento singular, participando na construção de sentidos para realidade, existindo como sujeito ético. Sua liberdade não o impedirá de perceber a natureza humana e não humana, afastando-se do relativismo compreendido como indiferença. E nenhuma lei será álibi para coisificar o outro ou justificar injustiças, distanciando-se do universalismo.


Classificações

Contexto Educacional