Título

Territorialidade e promoção da saúde na Vila de Paranapiacaba, SP

Programa Pós-graduação
Saúde pública
Nome do(a) autor(a)
Elaine Cristina da Silva Colin
Nome do(a) orientador(a)
Maria Cecilia Focesi Pelicioni
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2014
Dependência Administrativa
Estadual
Resumo

Os processos educativos, a participação e o empoderamento são essenciais à promoção da saúde e todos envolvem pessoas que vivem num determinado espaço, que têm seus valores e que possuem uma determinada forma de agir e interagir com o mundo. Não há processo educativo ou participativo efetivo que não considere o contexto em que o sujeito está inserido. Sob este prima, deve-se refletir sobre a sua inserção no território em que vive e como isso se reflete na promoção de sua saúde. O cenário de estudo da presente pesquisa está localizado em uma das áreas de proteção ambiental do município de Santo André, a Vila de Paranapiacaba, que além de patrimônio ambiental e histórico é um local turístico, portanto, a forma pela qual a comunidade está inserida no desenvolvimento local também interfere diretamente na territorialidade, e consequentemente, na proteção da área, na saúde ambiental e humana. Esta pesquisa teve como objetivos: identificar e analisar as ações voltadas ao desenvolvimento local da Vila de Paranapiacaba e as formas pelas quais os moradores locais estiveram inseridos nestes processos verificando em que medidas essas ações colaboraram para fortalecer a territorialidade e a promoção da saúde. A partir de uma metodologia qualitativa, os instrumentos utilizados para realização desta pesquisa forma a análise documental e história oral. Os sujeitos foram adultos de ambos os sexos, residentes na Vila de Paranapiacaba, indicados pela técnica do snowball sampling. Os principais resultados obtidos mostraram que os processos educativos e de inclusão social promovidos pelo poder público, quando realizados de forma contínua e participativa favoreceram o reforço à ação comunitária, pois colaboraram com a apropriação e a criação de uma identidade local, possibilitando inclusive a participação social. Por outro lado, a descontinuidade da gestão pública gerou um enfraquecimento dessa participação e em alguns casos começou a desencadear um processo de desapropriação do espaço social, pois a comunidade ainda não conseguiu se organizar e se empoderar. Concluiu-se que os processos educativos contínuos são fundamentais na construção da territorialidade e do empoderamento, assim como o engajamento social e a negociação são essencias para o exercício da autonomia a fim de que a comunidade seja protagonista de sua própria história na construção de políticas públicas voltadas à promoção da saúde.


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