Título
O teatro do oprimido e a flor da permacultura na educação ambiental do movimento coletivo da juventude, Sergipe
O presente estudo busca inserir o Teatro do Oprimido e a Flor da Permacultura como metodologia potencializadora das vivências de uma Educação Ambiental ressignificada para os jovens de diversas comunidades que compõe o Movimento Coletivo da Juventude em Sergipe. A união perceptiva dos campos simbólicos e sensível tem por finalidade ampliar os conhecimentos dos problemas nas dimensões socioambientais dentro desse coletivo. O desenvolvimento metodológico dessa pesquisa de natureza qualitativa inspira-se na pesquisa-ação por meio de oficinas teatrais temáticas, contemplando a metodologia descrita por Augusto Boal no Teatro do Oprimido, Jogos Teatrais e o Teatro Improvisação. Utiliza o conceito de Sustentabilidade segundo a visão da Permacultura numa perspectiva de Educação Ambiental do sensível, crítica, dialógica, vivencial e participativa. A coleta de dados foi realizada por meio de questionários, entrevistas, rodas de conversa e observação participante. Foram criados diversos materiais estéticos tais como: quadros, pinturas e esculturas individuais e coletivas, 4 músicas e 1 peça de teatro-fórum sobre a temática agrotóxicos como inserção do problema-caso. Os resultados contemplam 200 h de trabalho de campo, 1 oficina em caráter de imersão por 8 dias com 32 jovens do Movimento Coletivo da Juventude de diversas localidades do estado de Sergipe. A peça criada coletivamente pelos jovens foi apresentada 16 vezes no estado e 1 vez no Congresso Nacional de Camponeses em Brasília/DF. Foram mobilizadas 1183 pessoas entre oficinandos e plateia.