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O perfil energético no setor industrial de panificação: a percepção ambiental dos empresários frente à matriz energética na cidade de João Pessoa/PB
Fontes energéticas são utilizadas tanto para subsistência da população como para o setor da economia desde tempos remotos. O Setor de Panificação atualmente está entre os maiores segmentos industrial do país, constituindo-se num importante gerador de emprego e distribuição de renda. A pesquisa realizada teve como procedimento metodológico a aplicação de entrevistas semiestruturadas, com abordagem de cunho qualitativo. Baseando-se na lista do Sindicato da Indústria e Panificação do estado da Paraíba, foram selecionados estabelecimentos industriais de panificação na cidade de João Pessoa/PB, separadas por zonas territoriais: Norte, Sul, Leste e Oeste. Foram detectadas variações no padrão de fonte energética de acordo com a zona territorial analisada. A zona norte apresentou a energia elétrica como principal fonte utilizada. A lenha e a madeira de resto de construção representaram de forma expressiva a zona sul. Já na zona leste houve um equilíbrio entre as fontes. A zona oeste apresentou madeira de restos de construção e lenha como favoritas a geração de energia nos estabelecimentos. O panorama energético obtido revela que, as zonas mais periféricas apresentam um perfil diferente das demais zonas. O motivo da escolha da matriz aponta como principais fatores: a fiscalização ambiental e o custo da energia. As empresas foram avaliadas nos parâmetros: gerenciamento do impacto no meio ambiente, educação ambiental, coleta seletiva, participação em comitês, gerenciamento do impacto da empresa na comunidade vizinha, relações com organizações locais, destino das perdas de produção para programas sociais e saúde dos funcionários, seguindo níveis evolutivos de estágio, de 1 a 4. Quanto ao motivo da escolha da fonte energética, foram revelados alguns pontos que levaram a decidir que fonte utilizar em seu estabelecimento. Os principais pontos citados, no geral, foram os seguintes: ambiental, custo, qualidade, facilidade, eficiência e higiene. Os empresários revelaram que falta a ação de políticas públicas voltada para sua atividade, onde o incentivo do governo para que ocorram melhorias e mudanças tecnológicas e inovadoras nas empresas seria o ponto crucial para uma mudança de paradigmas e tomadas de decisões.