Título

O discurso e a prática da educação na extensão rural contemporânea

Programa Pós-graduação
Extensão Rural e Desenvolvimento Local
Nome do(a) autor(a)
Anierica Almeida dos Santos
Nome do(a) orientador(a)
Francisco Roberto Caporal
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2014
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Nesta dissertação é analisado o processo educativo não formal da assistência técnica e extensão rural diante dos pressupostos estabelecidos pela Lei nº 12.188/2010 (Lei de ATER), as metodologias presentes nas Chamadas Públicas e nos projetos desenvolvidos por duas instituições de ATER do estado de Pernambuco. O problema de pesquisa, que se buscou responder, foi o seguinte: como são as práticas e o processo educativo da ATER enquanto atividade de cunho educativo não formal, frente às orientações que constam na Lei nº 12.188/2010 e nas metodologias presentes nas Chamadas de projetos? Tal questão surgiu após a promulgação da Lei de ATER, onde esta atividade é conceituada como um processo educativo não formal, assim como das primeiras Chamadas Públicas que foram lançadas para selecionar projetos no ano de 2010, nas quais constam todos os pré-requisitos obrigatórios, neste caso cabendo destacar os quesitos metodológicos a serem cumpridos pelas entidades de ATER, que venham a ser responsáveis pela execução dos projetos. Para a análise, adotou-se uma abordagem qualitativa, partindo do entendimento da ATER enquanto processo educativo, que, historicamente, desde sua institucionalização (1948), optou por concepções de educação que não favoreceram o desenvolvimento de processos educativos, cuja finalidade fosse a formação de sujeitos autônomos e cidadãos empoderados. No levantamento bibliográfico e documental, analisou-se a produção de diversos autores, que traçaram uma crítica acerca da ATER enquanto processo educativo; da educação não formal e das práticas educativas desenvolvidas nesta modalidade de educação, também foram consultados documentos mais recentes acerca da ATER como, por exemplo, a PNATER de 2003, a Lei de ATER de 2010, as Chamadas Públicas de nº 089/2010 e 098/2010, selecionadas para esta pesquisa, como também os projetos encaminhados ao MDA pelas instituições IPA e Centro Sabiá. Além disso, foram realizadas entrevistas junto aos extensionistas das duas entidades de ATER -anteriormente mencionadas - bem como junto a agricultores e agricultoras, atendidos pelos projetos aprovados para a prestação de serviços de ATER, atendendo às Chamadas antes mencionadas. O estudo mostrou que, apesar do avanço que consta nos discursos oficiais da ATER contemporânea, na prática surgiram algumas contradições e entraves que não garantiram que a ATER fosse plenamente desenvolvida por meio de processos emancipadores e libertadores


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