Título

Educadores ambientais sem fronteiras: identidade e pertencimento na biorregião transfronteiriçado rio Apa

Programa Pós-graduação
Ensino de Ciências
Nome do(a) autor(a)
Patrícia Lima Ortelhado
Nome do(a) orientador(a)
Iclea Albuquerque de Vargas
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2014
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Na biorregião fronteiriça da bacia do rio Apa vivem dois povos. Separando geograficamente brasileiros e paraguaios está o principal rio desta bacia, o Apa. Um coletivo de educadores, o grupo de educadores ambientais sem fronteiras (GEASF) desbrava por este território em busca de novos olhares para as questões socioambientais, objetivando atuar com atividades contextualizadas sobre a Bacia Hidrográfica do Apa e contribuir para a gestão compartilhada e sustentável de suas águas. O rio Apa para esse coletivo não representa a separação geográfica ou o limite, mas o símbolo de uma união para a conquista de uma sociedade sustentável. Este trabalho buscou retratar o percurso do GEASF em sua biorregião, apontando a identidade e a relação de pertencimento desse coletivo com o lugar. Os sujeitos da pesquisa são os educadores brasileiros e paraguaios que atuaram na Proposta Pedagógica 'Rio Apa: unindo dois povos' submetida pelo GEASF em 2010, e desenvolvida em escolas brasileiras e paraguaias. A investigação foi realizada nas cidades-gêmeas de Bela Vista/BR e Bella Vista/PY e as questões orientadoras do estudo vincularam-se a: 1) a biorregião fronteiriça; 2) identidade e pertencimento do GEASF e o envolvimento com o tema gerador: água; 3) ação da autora, enquanto membro do grupo, na rearticulação do GEASF através de um plano elaborado para e com o grupo. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo pesquisa-ação, com a utilização dos seguintes instrumentos metodológicos: análise documental, questionário, observação, diário de bordo e participação direta. Para a análise dos dados apoia-se nos círculos hermenêuticos da fenomenologia: compreensão, interpretação e nova compreensão. A intervenção proposta contribui para a identificação de novos protagonistas e redefinição de planos e metas para o grupo. Dos resultados mais relevantes, nota-se que o GEASF teve um percurso direcionado para o ensino formal nos seus primeiros anos, depois suas ações conseguiram transpor os muros das escolas, criando oportunidades em espaços não formais. Com a gênese do GEASF foi possível vivenciar o processo de discussões coletivas, planejamentos e crescimentos mútuos, desencadeando a necessidade de organização e continuidade pelos caminhos de uma Educação Ambiental contextualizada, refletida em um plano de ação anual. O GEASF, hoje, tornou-se um coletivo educador reconhecido na biorregião de atuação, proporcionando a conquista de novos espaços e constituindo verdadeiros círculos de cultura, nos quais, brasileiros e paraguaios, usufruem de férteis oportunidades para dialogar e agir diante das questões socioambientais.


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