Título

Educação Ambiental, toque terapêutico e esquizoanálise: um cuidado anti-iatrogênico na enfermagem hospitalar

Programa Pós-graduação
Educação Ambiental
Nome do(a) autor(a)
Aline Cristina Calçada de Oliveira
Nome do(a) orientador(a)
Alfredo Guillermo Martin Gentini
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2014
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Trata-se de uma tese de doutorado junto ao Programa de Pós- Graduação em Educação Ambiental, na Universidade Federal do Rio Grande, vinculada a linha de Pesquisa Educação Ambiental Não- Formal. Teve como objetivo geral buscar maneiras de minimizar a iatrogenia hospitalar nas práticas da enfermagem através da Esquizoanálise e do Toque Terapêutico. Formularam-se três hipóteses, cada uma com sua respectiva microintervenção, as quais foram epistemologicamente ancoradas na Esquizoanálise e na técnica de imposição de mãos denominada Toque Terapêutico, método Krieger- Kunz, embasando-se em experimentações socioambientais. São elas: 1-A construção de um espaço ecosófico poder ajudar a superar a iatrogenia; 2- O hospital enquanto ambiente pedagógico pode propiciar a formação de um novo olhar e 3- O hospital enquanto espaço clínico pode ir além da patologia, valorizando o ser humano de forma integral. Para tanto, utilizou-se da cartografia, método formulado por Deleuze e Guattari, o qual visou acompanhar um processo de produção no campo da subjetividade. Dentro do contexto da Esquizoanálise, ela permitiu a formação de rizomas, caracterizando-se como uma pesquisa experimentação. Esse processo de produção baseiou-se na atenção cartográfica, a qual é formada por pistas que têm em vista descrever, discutir e, sobretudo, coletivizar a experiência da pesquisadora. A pista tomada nesse trabalho diz respeito ao funcionamento da atenção durante o trabalho de campo, a qual foi definida como concentrada e aberta, caracterizando-se por quatro variedades: o rastreio, o toque, o pouso e o reconhecimento atento. As experimentações aconteceram de forma itinerante, em diferentes ambientes. Ora junto à mata atlântica, ora no espaço acadêmico e hospitalar de um Hospital Universitário do Sul do Estado. Algumas experimentações envolveram um grupo de doutorandos constituído por três pesquisadores do Programa de Pós- Graduação em Educação Ambiental, denominado de comunidade pesquisadora. Outras buscaram uma experimentação direta com os profissionais e alunos que participaram da 35ª Semana Riograndina de Enfermagem, bem como com duas pessoas hospitalizadas numa unidade de clínica médica. Na primeira microintervenção ficou claro que a iatrogenia também é fruto do próprio comportamento dos profissionais de saúde e por isso o que precisa ser revisto são as relações de poder dentro da instituição. A partir da segunda e terceira microintervenções infere-se que o hospital, enquanto ambiente pedagógico e clínico pode ser um espaço de clinamen e tem um potencial transformador a ser percebido e valorizado para a aprendizagem mútua. As práticas de ensino precisam vencer o paradigma cartesiano e aproximarem-se de uma percepção ambiental, a qual se aplicada ao cotidiano, oportuniza a construção de novos conhecimentos e maneiras de entender o cuidar através de uma escuta sensível. Após as vivências foi possível pensar nas minhas próprias atitudes e comportamentos iatrogênicos e ressignificá-los sob forma de reverberações, as quais trataram a Educação Ambiental como fluxo inerente da vida e espaço para formação de novos rizomas.


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Contexto Educacional