Título

Educação Ambiental em (Re)Vista: a produção discursiva da revista Nova Escola

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Lucélia Bárbara Moraes Hortêncio
Nome do(a) orientador(a)
Iara Vieira Guimarães
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2014
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Os problemas ambientais são, atualmente, o cerne de estudos em todo o mundo, devido à gravidade e à urgência na busca de soluções para as questões que preocupam os diversos setores sociais na contemporaneidade. No Brasil, o meio ambiente tornou-se um dos alvos de atenção e estudos nas últimas décadas, nos setores políticos, educacionais, sociais e culturais. Na medida em que o desenvolvimento técnico-científico se concretiza, cresce a distância entre o homem e a natureza, bem como a sua dominação sobre o meio ambiente natural, aumentando as ações humanas projetadas artificialmente sobre o espaço. Da conscientização de que há necessidade em modificar o comportamento humano em relação à natureza, surgiu a Educação Ambiental (EA) como campo do conhecimento importante, especialmente no âmbito escolar. Nossa investigação objetiva analisar um artefato cultural criado para promover a informação e a formação de professores da educação básica. Buscamos compreender as possibilidades que a Revista Nova Escola (RNE), publicada pela Editora Abril, apresenta aos educadores, na sua complexa tarefa de promover a EA. Particularmente, analisamos os diferentes tipos de textos e os sentidos produzidos pela referida revista, sobre a questão da EA no contexto escolar, intentando responder as seguintes questões: como as questões ambientais são apresentadas na Revista Nova Escola? Que discursos a mesma defende sobre meio ambiente e Educação Ambiental? Como a revista procura formar o professor para atuar na Educação ambiental? A pesquisa documental nos possibilitou compreender que o discurso sobre meio ambiente construído por Nova Escola está profundamente conectado ao discurso empresarial e a defesa do desenvolvimento sustentável. O discurso da sustentabilidade é veementemente defendido pela revista como alternativa para a resolução dos desafios ambientais. Além disso, verificamos que o professor, para a revista analisada, é visto como um sujeito que necessita de modelos de práticas pedagógicas, muito mais do que a preocupação com a formação do intelectual crítico. A revista é prescritiva com relação às sugestões metodológicas e modelos de práticas de ensino, dando ênfase ao pragmatismo, mais do que a formação do docente crítico-reflexivo. Esta constatação foi respaldada pela pesquisa bibliográfica, em que autores especializados do setor de ensino e em Educação Ambiental, como Sauvé, Layrargues, Sorrentino e Reigota, entre outros citados no desenvolvimento deste estudo, propõem uma educação ambiental crítica, que para além do pragmatismo ou do voluntarismo persevere na formação e na reflexão sobre os desafios ambientais enfrentados na atualidade.


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Contexto Educacional