Título

Cursos de educação não formal voltados para moradores de áreas de risco e técnicos da prefeitura: uma análise do seu papel

Programa Pós-graduação
Ensino e História de Ciências da Terra
Nome do(a) autor(a)
Erica Akemi Goto
Nome do(a) orientador(a)
Jefferson de Lima Picanco
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2014
Dependência Administrativa
Estadual
Resumo

As grandes cidades brasileiras, como é o caso do município de São Paulo, passaram por uma urbanização acelerada e desorganizada a partir dos anos 60, levando a ocupação de várzeas e morros, e consequente formação de diversas áreas de risco. Uma forma de contribuir para prevenção e mitigação de acidentes e desastres nesses locais é através de trabalhos educacionais, como as capacitações de educação não formal voltadas para moradores e técnicos que nesses locais atuam. Com o intuito de entender o papel dessas capacitações e propor diretrizes básicas, foi realizado um estudo dos cursos de educação não formal voltados para prevenção e mitigação de acidentes e desastres em áreas de risco a movimentos de massa oferecidos pela Prefeitura do Município de São Paulo (PMSP) nos anos de 2012 e 2013. Para este estudo, acompanharam-se três capacitações: "Percepção de risco", "Capacitação para Mapeamento e Gerenciamento de Áreas de Risco" e "Riscos Ambientais Urbanos: uma Abordagem Preventiva". Para melhor compreendê-las, foram escolhidos alguns indicadores a serem observados, como o público-alvo ao qual foram destinadas e qual atingiram, distribuição geográfica dentro do município, conteúdo e linguagem, uso ou não da pedagogia crítica do lugar, papel didático das saídas de campo e relação com o gerenciamento participativo de riscos proposto pela PMSP. Como metodologia de análise, elaborou-se e aplicou-se questionário, realizou-se entrevista com técnicos da PMSP, analisou-se o material didático e outros matérias cedidos pela PMSP e acompanharam-se as capacitações. Entende-se que essas capacitações são de suma importância, contribuindo para melhorar a percepção de risco dos moradores e técnicos da PMSP. Entretanto, para que elas consigam contribuir a longo prazo para prevenção e mitigação de acidentes e desastres é interessante que não sejam entendidas como atividades pontuais, e pelo contrário, que estejam integradas ao gerenciamento participativo de risco das comunidades em áreas de risco.


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