Título

Relações entre educação embiental e funçãopaterna na constituição da subjetividade do apenado: contribuições para ações de prevenção em saúde mental

Programa Pós-graduação
Educação Ambiental
Nome do(a) autor(a)
Maria Helena Machado Gastaud Oliveira
Nome do(a) orientador(a)
Vanessa Hernandez Caporlingua
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2013
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Esta Dissertação articula-se em torno de três eixos interrelacionados e interinfluentes – Educação Ambiental, Função Paterna e Subjetividade para estabelecer relações entre eles, identificando ações de prevenção à Saúde Mental. Decorre de pesquisa qualitativa realizada junto a apenados do Presídio Regional de Pelotas, cujo objetivo geral foi o de compreender a relação entre Educação Ambiental e Função Paterna na constituição da subjetividade do homem apenado. Para a construção teórica, estão referenciados os estudos de Freud e Lacan, assim como as contribuições de Vygotsky, Deleuze e Guattari. Adotou-se a metodologia de análise textual discursiva – ATD, baseada nos estudos de Roque Moraes e Maria do Carmo Galiazzi, realizando-se a análise de dados e informações de natureza qualitativa com a intenção de produzir novas compreensões acerca do fenômeno pesquisado e dos discursos dos sujeitos envolvidos. Os dados obtidos por meio de entrevista semiestruturada, realizada com apenados que aderiram livremente à pesquisa, foram categorizados e analisados à luz do referencial teórico orientador, observando-se para que a ATD ocorresse a partir de pressupostos previamente selecionados na construção dos textos originais. Desse modo, intentou-se chegar a conclusões requeridas pelo problema e questões de pesquisa, firmando-se no pressuposto de que a subjetividade se constrói na dialética de condições internas do sujeito e de condições externas que constituem a cultura e caracterizam a sociedade. O entrelaçamento teórico possibilitou ampliar e aprofundar a questão relativa à subjetividade do sujeito apenado, identificando aspectos relevantes no estabelecimento de relações entre os eixos propostos, tais como: a contemporaneidade propõe uma Educação Ambiental crítica, promotora da formação de um sujeito capaz de entender o meio ambiente no qual vive e de interpretar as relações que com ele mantém; a função paterna e a função materna complementam-se e são vitais para a estruturação e o desenvolvimento psicoafetivo do sujeito, seu bem-estar e sua saúde emocional; os signos, socialmente produzidos e compartilhados, tornam possível ao ser humano relacionar-se com o outro e consigo mesmo; a história do sujeito e a história da coletividade só podem ser compreendidas no plano das relações sociais entre os seres humanos, em função das condições concretas de sua realização. Esses pressupostos encaminham para o entendimento de que cada atitude individual foi, um dia, uma atitude entre sujeitos, sendo essa compreensão, portanto, ponto central do estudo acerca da subjetividade. Conclui-se que, na contemporaneidade, o sujeito apenado carrega marcas que ferem, quase sempre, sua dignidade como ser humano, o que vem construindo forte tendência de ressocializá-lo, entendida como a busca de superação dos sofrimentos psíquicos a que é submetido, propondo-se, entre outras, em ações preventivas em Saúde Mental.


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