Título

Entre questões ambientais e educacionais: ambientalização do currículo na região do alto Capibaribe, Pernambuco.

Programa Pós-graduação
Ensino das Ciências
Nome do(a) autor(a)
Renata Priscila Silva
Nome do(a) orientador(a)
Carmen Roselaine de Oliveira Farias
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2013
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

A pesquisa investiga processos de ambientalização do currículo escolar. O que chamamos de ambientalização do currículo refere-se à inserção das questões ambientais no currículo, sendo a Educação Ambiental (EA) o principal agente dessa ambientalização. Neste trabalho, buscamos compreender como questões ambientais e educativas se articulam no interior do currículo escolar, produzindo práticas de EA e subjetividades orientadas por ideais ecológicos. Para isto, foram traçados os seguintes objetivos: analisar a inserção das questões ambientais e sua relação com o contexto estudado; entender as conexões entre textos curriculares e oficiais e os textos produzidos referentes à EA na escola; além de compreender como os professores constroem e desenvolvem ações de EA, suas concepções sobre a mesma e a repercussão de suas trajetórias formativas sobre as práticas de EA por eles realizadas. O campo de pesquisa foram três escolas públicas das cidades de Santa Cruz do Capibaribe e Brejo da Madre de Deus, cidades pertencentes à região do Alto Capibaribe-PE. O interesse em investigar escolas dessa região decorre do reconhecimento local que possuem e que lhes reputa experiência e engajamento com ações de EA na bacia do Capibaribe. A fim de alcançar os objetivos, fizemos uso de uma abordagem do tipo etnográfica que envolveu observação participante, registros em diário de campo, entrevistas semiestruturadas e análise documental dos textos produzidos pelas escolas e das orientações das secretarias de educação às quais as escolas são subordinadas. Os dados foram analisados a partir de um viés interpretativo, fundamentado na fenomenologia e hermenêutica. As análises nos levaram a notar que as práticas de EA em geral tratam de questões e temáticas locais, que o professor tem uma agência importante na inserção e desenvolvimento da EA no currículo, que a entrada da EA na escola não se dá sem conflitos e que, em momentos críticos, a EA não se constitui prioridade na escola, tendendo a ser suspensa para ser retomada em momento posterior. Esses resultados nos levam a refletir sobre a necessidade de aprofundar o debate acerca da inserção da EA no currículo escolar, repensar os espaços-tempos da EA na formação básica, discutir a infraestrutura que temos e a que precisamos, bem como redirecionar a formação dos profissionais que nela atuam, no sentido de ampliar o escopo da EA nesse contexto institucional, para que, enfim, ela venha a adquirir um caráter mais permanente e orgânico no currículo das escolas.


Classificações

Contexto Educacional