Título

Educação ambiental entre os carnavais dos amores com os mascarados do Congo de Roda D'água

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Andreia Teixeira Ramos
Nome do(a) orientador(a)
Martha Tristão Ferreira
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2013
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Esta dissertação é um convite aos encontros e deslocamentos com movimentos de uma pesquisa em Educação Ambiental (EA), com inspirações no método cartográfico e nos estudos com os cotidianos, com enlaces com conversas tecidas nas redes de conversações do campo problemático. O objetivo foi cartografar e problematizar na atualidade, saberes fazeres socioambientais, das artes de fazer e narrar a produção dos Mascarados dos Congo de Roda D’'água, Cariacica (ES) e os atravessamentos com redes cotidianas escolares e outros espaços de convivência. Nossa aposta é pensar a constituição da EA autopoiética que acontece na invenção de si e do mundo com a produção dos Mascarados. Pensamos na EA autopoiética com os estudos de Humberto Maturana, “desmascarando” pistas que desloquem nossas relações e experiências humanas e coletivas no linguajar potencializando dimensões ontológicas, éticas, políticas e estéticas, dos movimentos de conversar e de sustentabilizar enquanto ação. Nas inventividades cotidianas foi nosso desejo acompanhar os processos da produção dos Mascarados, personagem secular do município de Cariacica, por meio dos fluxos, encontros, narrativas, conversas, linhas, formas, forças, entrando nas travessias e deixando-nos atravessar por elas. As invenções das experiências cotidianas dessa produção cultural emergem com saberes fazeres socioambientais, num campo de tensões, conflitos e negociações com redes de conversações, criando também relações de coletividade, solidariedade e de aceitação do outro como legítimo outro junto a nós. A pesquisa percorre travessias inspiradas nos trabalhos de Alves (2010), Carvalho (2008; 2009 e 2011), Certeau (2008a e 2008b), Deleuze (1992), Ferraço (2003 e 2005), Guattari e Rolnik (2011), Kastrup (2009), Larrosa (2004), Passos et al. (2009), Maturana (1997; 1998; 2006), e Tristão (2004 e 2012), criando encontros, desencontros, reencontros rizomáticos, um fio puxando o outro, e como dizia Deleuze (1992), cada um, como um todo já é muitos... sempre se trabalha em vários.


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