Título

Educação ambiental e percepção de riscos: uma abordagem lúdica

Programa Pós-graduação
Extensão Rural
Nome do(a) autor(a)
Carlos Joaquim Einloft
Nome do(a) orientador(a)
José Ambrósio Ferreira Neto
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2013
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Num contexto de incertezas, mudanças e complexidade, como são as sociedade hodiernas sob a égide da modernidade, onde a informação não é escassa, mas os atores sociais, individuais e coletivos, no mais das vezes, carecem da capacidade de torná-la subsídio para a tomada de decisões, a percepção se mostra a chave para a ressignificação do entorno. O trabalho conjuga 3 eixos referenciais, a saber: a educação ambiental, os riscos e as práticas lúdicas. No primeiro deles, temos a educação ambiental em sua vertente crítica, que busca a superação das visões biocêntrica e antropocêntrica, em favor de uma visão globalizante, que não separa a natureza da sociedade, mas a considera como um todo, englobando, inclusive, as múltiplas dimensões da vida humana e as suas relações intrínsecas com o meio. No segundo eixo, temos os riscos como condição inerente à sociedade moderna, e o conceito de sociedade do risco como aquela que se ocupa em gerir os riscos que ela própria criou. Os riscos são comumente classificados como tecnológicos, ambientais e sociais. Os tecnológicos são aqueles originados na própria atividade humana e das estruturas criadas para favorecer o desenvolvimento econômico e social, resultantes da intensificação da atividade produtiva e do aumento do potencial de destruição de algum evento natural. Os riscos ambientais são aquele que surgem ou são transmitidos pelo ar, água, solos ou pela cadeia alimentar até o homem e se relacionam com o clima, a hidrologia ou à morfologia de um ambiente. Os riscos sociais são aqueles resultantes dos mecanismos de diferenciação social e da fragmentação urbana e estão relacionados com a saúde e segurança públicas, a violência, a educação e a liberdade dos indivíduos. No terceiro eixo temos as práticas lúdicas, que trazem em sua capacidade de gerar diversão o seu maior trunfo, na medida em que se tornam valiosos instrumentos para a abordagem e fixação de diferentes temáticas, mesmo as mais complexas. Utilizamos na pesquisa empírica uma abordagem qualitativa através da técnica de análise de conteúdo temático do material resultante de entrevistas em grupo focalizadas. Emergiram daí diferentes posicionamentos acerca das questões relativas ao risco, à convivência, estratégias, escolhas, dentre outros, além dos princípios norteadores que permitiram a construção do jogo “Percepção do risco: construindo um novo olhar”. Como não se pode ensinar riscos a partir de uma lista, uma vez que eles são tantos quantas forem as visões de mundo, impressões, experiências, vivências e percepções sobre cada um dos infinitos elementos constituintes da vida cotidiana, o próprio grupo entrevistado sugeriu que o que precisaria mudar é o olhar, a capacidade de ver algo novo no que se vê no dia a dia. Dessa forma, o jogo trata o risco sob uma visão educativa abrangente, que coloca o usuário como sujeito ativo no processo de construção e compartilhamento do conhecimento construído com seus pares visando a autonomia crítica, a capacidade de problematização reflexiva sobre as questões acerca de sua realidade socioeconômica e ambiental no sentido de apropriar-se dela, ressiginificá-la e, eventualmente, fazer escolhas que levem a situações melhores.


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