Título

Desafios ao desenvolvimento sustentável pelos caminhos da educação ambiental

Programa Pós-graduação
Educação nas Ciências
Nome do(a) autor(a)
Milton Cesar Gerahrdt
Nome do(a) orientador(a)
Walter Frantz
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2013
Dependência Administrativa
Privada
Resumo

O tema da presente dissertação gira em torno do desenvolvimento sustentável pelos caminhos da educação ambiental. O momento histórico da temática ambiental convida a refletir acerca da possibilidade de vida das presentes e futuras gerações. Pesquisas e estudos mostram que, além das transformações que o ser humano impôs pela produção industrial, existe hoje uma capacidade bélica, de destruição do planeta pelas armas nucleares. A gravidade da situação ambiental lança a tentativa de buscar alternativas viáveis e possíveis num período histórico onde a sustentabilidade e a ecopedagogia parecem ser o ponto central. Diante disto, várias questões são apresentadas enquanto problemáticas desta pesquisa: como o trabalho cooperativo/associativo local pode favorecer a inserção de atitudes do contexto mais amplo? Há a possibilidade de outro paradigma na sociedade frente aos enormes desafios que a educação ambiental apresenta? A educação ambiental poderá ser uma alternativa para a sociedade de ou em risco? Diversas organizações apontam para alternativas que não aquelas apresentadas como únicas e irredutíveis. A cooperativa Ecos do Verde de Santo Ângelo – RS ajuda na proposição de sonhar e, consequentemente, possuir a possibilidade de viver de maneira justa com aquilo que a sociedade em geral descarta, ou seja, o lixo. O trabalho cooperativo com espírito solidário e fraterno, onde os trabalhadores sejam sujeitos do processo, é a reflexão proposta. Em 1996, a cooperativa Ecos do Verde surgiu como oportunidade de organização e constituição de um grupo que sentia a necessidade de agregar renda e valor para a população carente e marginalizada. A formação de cidadãos conscientes, que atuem a partir do pleno conhecimento dos seus direitos, dos mecanismos previstos para a sua participação e, principalmente, que criem espaços democráticos e participativos reais para uma gestão ambiental e integral em seus territórios, surge como uma necessidade, diante dos desafios socioambientais. O paradigma emergente é concebido por meio da relação entre conhecimento científico (conhecimento prudente) e o conhecimento social (para uma vida decente). Essa talvez seja uma tendência em total consonância com o movimento da Educação Ambiental, com o conhecimento ético, com uma preocupação com a biodiversidade e com o futuro do planeta. Nesta perspectiva, é trazida também ao debate a proposta da Sociologia das Ausências, como uma sociologia insurgente, para tentar mostrar que o que não existe é produzido ativamente com interesses como não existente, ausente, como uma alternativa descartável, invisível à realidade hegemônica do mundo. A sustentabilidade aponta para uma solidariedade ampla com um compromisso com as gerações futuras. Assim, a racionalidade humana fundada numa ética que se manifesta em comportamentos humanos há de harmonizar com a natureza e o ambiente a fim de que a qualidade de vida seja o princípio fundamental por um melhor nível de vida. O desenvolvimento sustentável com uma gestão participativa e integradora se converte num projeto destinado a erradicar a pobreza e satisfazer as necessidades básicas e melhorar a qualidade de vida da população. Dessa forma, os caminhos a percorrer se apresentam como desafios à educação ambiental.


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