Título
A formação do contador na perspectiva da Educação Ambiental
Esta pesquisa, teve como objeto de estudo a perspectiva da Contabilidade Ambiental, na formação do contador. Buscou identificar até que ponto os docentes e coordenadores do Curso de Ciências Contábeis têm conhecimentos sobre contabilidade ambiental e se as Instituições de Ensino Superior (IES) que oferecem o Curso de Ciências Contábeis têm em suas matrizes curriculares componentes que enfocam a questão ambiental e por fim em que medida as IES que oferecem o curso de Ciências Contábeis, têm dado ênfase aos debates que focalizam a temática socioambiental, e por fim procurou-se identificar que dificuldades há para docentes e coordenadores de Instituições de Ensino Superior em lidar com a vertente ambiental na formação do contador. Com relação à metodologia optou-se pelas abordagens qualitativa, com a pesquisa documental e análise de conteúdo e quantitativa com análise estatística dos dados. Para a coleta de dados foram utilizados questionários junto aos docentes, e entrevistas semi-estruturadas. Foram entrevistados 4 coordenadores do curso de Ciências Contábeis em 4 instituições de ensino superior, sendo 1 (uma) pública e 3 (três) privadas, afim de identificar a percepção dos coordenadores a respeito da inserção da contabilidade ambiental na formação do contador. Os resultados apresentados demonstram que uma maioria estatisticamente significativa dos coordenadores de curso acredita ser importante incluir a temática ambiental no processo de formação dos estudantes de contabilidade. Quanto aos motivos apontados pelos coordenadores para achar importante ou não a inserção da temática dentro dos cursos, se destacam, a favor dessa inserção, os argumentos de transformação social, econômica e organizacional que deverá ser acompanhada pela contabilidade como ciência social aplicada e a necessidade do contador possuir um comportamento ético. Com esta pesquisa conclui-se que a não inserção da disciplina contabilidade ambiental nos cursos de Contabilidade não pode ser justificada pelo ceticismo presente na opinião dos coordenadores dos cursos quanto à sua importância. As barreiras que impedem o assunto de se desenvolver com maior desenvoltura dentro das faculdades estão atreladas a outras justificativas como falta de profissionais acadêmicos com perícia no assunto e limitações da própria contabilidade em reconhecer e mensurar eventos de natureza ambiental.