Título
A Educação Ambiental na formação de professores de Geografia em Araguaína (TO): conexões e saberes
O título da pesquisa A Educação Ambiental na formação de professores de Geografia em Araguaína (TO): conexões de saberes nos remete à problemática motivadora para a realização desta investigação, a saber, a constatação de que muitos graduandos da Universidade Federal do Tocantins (UFT), do curso de licenciatura em Geografia, apresentam insegurança para inserir a Educação Ambiental (EA) nas suas práticas pedagógicas. A pesquisa utilizou a aplicação de questionários a 18 alunos, do 8° período de Geografia, estando seu modelo em anexo (Anexo I). A metodologia adotada para a interpretação dos dados se deu em uma abordagem qualitativa, de forma criteriosa. Foram analisados ainda dados secundários, referentes à instituição universitária. Ao longo do trabalho, discutiu-se que a legislação brasileira garante o conhecimento em EA, voltado para o ensino nos seus diversos níveis acadêmicos. No entanto, para os acadêmicos do curso de Geografia em questão, isso não corresponde à realidade, pois os mesmos não se sentem teórica e metodologicamente preparados em sua formação. A EA vem se confirmando como uma necessidade à solução, à minimização e à preservação dos problemas que atingem todo o planeta. Nesse sentido, a educação formal, incluindo todas as formas e modalidades de ensino, tem um papel de destaque e, ao professor, cabe a responsabilidade de inserir a EA na sua prática de ensino, como recomenda a Política Nacional de Educação Ambiental. A indagação relaciona-se, portanto, com o preparo dos docentes durante sua formação e, desse modo, nossa pesquisa pretende analisar de que forma a EA vem sendo inserida na formação de professores do curso de Geografia, na UFT, na cidade de Araguaína. O objetivo desta tese é apresentar uma proposta de inserção da EA nos cursos superiores da UFT, uma vez que temos exemplos de universidade no Brasil que já criaram suas leis para regulamentar a EA no ensino superior. A Universidade Federal de Uberlândia, por exemplo, através da Resolução nº 26, de 2012, do Conselho Universitário já possui essa regulamentação. Acredita-se que a UFT irá avançar com essas mudanças voltadas para o desenvolvimento atual, sendo que o momento exige que a EA contribua de forma significativa com a qualidade do ensino e com o bem estar da sociedade. Os acadêmicos tiveram um olhar bastante promissor sobre a ideia de praticar a EA com referenciais teórico-metodológicos que venham prepará-los melhor para um mundo em constantes mudanças. A universidade deve e pode colaborar com esse conhecimento e espera-se que este trabalho contribua com a comunidade acadêmica e com a sociedade.