Título

A Educação Ambiental em Brotas (SP): análise de concepções e ações no contexto do programa Município Verde Azul

Programa Pós-graduação
Educação para a Ciência
Nome do(a) autor(a)
Tiago Yamazaki Andrade
Nome do(a) orientador(a)
Jandira Liria Biscalquini Talamoni
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2013
Dependência Administrativa
Estadual
Resumo

Uma das propostas presentes neste estudo foi identificar como e sob quais concepções de Educação Ambiental (EA) vinham sendo desenvolvidas as atividades relativas a esta temática, por parte da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), das escolas da rede pública municipal de ensino e das empresas que atuam desenvolvendo o ecoturismo no município de Brotas, SP. Também foi investigado se, neste sentido, havia alguma articulação entre estas diferentes instituições, considerando-se que Brotas, desde 2007, aderiu ao Programa Estadual Município Verde Azul e que já há alguns anos é conhecido em função do seu potencial para o ecoturismo, levando em conta que tais situações preveem a efetivação de ações voltadas para a EA. Nesta pesquisa qualitativa os dados foram coletados mediante a aplicação de questionários aos professores das escolas envolvidas, de entrevistas realizadas com as diretoras destas e com os representantes da SMMA e das empresas, da consulta a documentos oficiais do município e aos planos de ensino das escolas, além da observação em campo e registro de situações e fatos considerados relevantes. Os resultados foram analisados e interpretados mediante a triangulação dos dados e análise de conteúdo, e discutidos à luz de referenciais teóricos da EA crítica. Verificou-se que as concepções de EA apresentadas pelas diferentes instituições eram as mesmas, ou seja, sob uma perspectiva de EA tradicional, que orientava o desenvolvimento de atividades pontuais e de caráter preservacionista. Não se evidenciou articulação ou parcerias entre as instituições investigadas, que possibilitassem reflexões sobre as reais necessidades do município e a proposta de projetos que atendessem a tais demandas. Foi evidente a necessidade de se repensar a formação inicial e continuada dos professores, visando prepará-los para uma abordagem crítica de EA, e de estreitamento das relações entre as universidades e as escolas, bem como entre estas e a SMMA e as empresas que, neste caso, desenvolvem atividades associadas ao ecoturismo. Neste sentido, a expectativa é que os diferentes saberes e a possibilidade de construção coletiva e interdisciplinar de projetos contextualizados, que considerem a realidade da comunidade e das escolas, possam contribuir para a inserção de uma EA crítica, realmente transformadora e emancipatória


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