Título
Da Educação Ambiental para a sustentabilidade à sustentabilidade da Educação Ambiental - os caminhos da creche escola Mestre Izaldino em Maceió AL
A Educação Ambiental EA apresenta-se na perspectiva da construção da Sustentabilidade. A Constituição Federal de 1988, no seu artigo 225, inciso VI, determina a obrigatoriedade da promoção da EA em todos os níveis e modalidades de ensino. A Lei nº 9394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, prevê a inclusão do tema Meio Ambiente nos currículos de forma transversal. A Lei nº 9795/99, regulamentada pelo Decreto nº 4281/02, instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental PNEA e determina que a EA deve ser um componente essencial e permanente da educação nacional. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental, Resolução nº2 de 15 de junho de 2012 do Conselho Nacional de Educação orientam a implementação da EA nos sistemas de ensino e em suas instituições de educação básica e da educação superior. Mesmo com este aparato legal e mais outras tantas leis e recomendações nacionais e internacionais a EA ainda está muito longe de alcançar os patamares desejados. Com o objetivo de saber qual EA estava sendo feita pelas escolas o Ministério da Educação-MEC realizou uma pesquisa, em 2006, intitulada O que fazem as escolas que dizem que fazem EA?, o resultado mostrou que a maioria dos projetos não possuíam inserção na comunidade e eram pontuais, além do que questões como currículo, reorganização da carga horária docente, formação inicial e continuada de professores(as) ainda precisavam ser contempladas pela políticas públicas para garantir a implementação da EA. O presente trabalho intitulado Da educação Ambiental para a Sustentabilidade à Sustentabilidade da Educação Ambiental: os caminhos da Creche Escola Mestre Izaldino em Maceió/AL, tem como objetivo: a) analisar como a EA está sendo implantada na Creche Escola Mestre Izaldino - CEMI e o que garante que ela seja implantada com Sustentabilidade; b) registrar as ações de formação continuada em EA desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Educação de Maceió SEMED e pelo Programa de Educação Ambiental Lagoa VivaPEALV em Maceió e propor sugestões que contribuam para a efetivação da EA na rede municipal de ensino. A metodologia utilizada é de caráter qualitativo, caracterizada por um estudo de caso. Para a construção do referencial teórico fizemos uma revisão da literatura onde discutimos a crise ambiental, a perspectiva da sustentabilidade, sustentabilidade e educação, o caráter ideológico da EA, o processo de Institucionalização da EA no Brasil, as ausências e emergências em educação e formação de educadores, e em seguida apresentamos o ambiental na Educação Infantil. Seguimos apresentando um pouco da história e objetivos e ações desenvolvidas pelo PEALV. Contamos a história da CEMI, analisando como ela tem educado para a sustentabilidade e com sustentabilidade no seu projeto pedagógico de promoção da EA com inserção e integração com a comunidade onde a escola está inserida, fazemos uma reflexão sobre as concepções de EA e de meio ambiente da comunidade escolar 4 (gestoras, professoras, auxiliares de serviços gerais e pais/mães de alunos/as) e percebemos algumas contradições, parte dos(as) entrevistados(as) apresentam uma visão naturalista de meio ambiente e uma concepção de EA comportamentalista, mas isto não tem comprometido a sustentabilidade da implementação da EA na escola. Pudemos verificar que os princípios básicos da Alfabetização Ecologica (a parceria, a interdependência, a natureza cíclica que na educação pode ser entendido como o intercâmbio cíclico de informação, a flexibilidade, e a diversidade) propostos por Capra (1996), estão presentes na comunidade escolar da CEMI, mostrando com isto que a escola está no caminho para a construção da sustentabilidade, para a construção de um Espaços Educadores Sustentáveis.