Título
Vidas entre a maré e o Estado: educação, ambientalismo e política
Tomando a Educação como discussão crítica do conjunto de crenças e valores que orientam os modelos de socialização na formação dos cidadãos de um Estado específico, pretende-se neste trabalho, partindo de uma encomenda pública específica, a saber, o problema gerado pela presença de pequenos produtores em Área de Preservação Permanente no estuário Vaza-Barris em Sergipe, problematizar a efetividade e as implicações de práticas educativas que têm como pano de fundo o educar para a sustentabilidade . Para isso, partimos do pressuposto que a Educação Ambiental é produto de uma complexa trama de relações e desse modo, não pode ser posta em discussão, sem considerarmos as diversas perspectivas teórico-político-metodológicas que orientam tanto os discursos, como as práticas. Em relação à metodologia, a investigação etnográfica se apresentou como a melhor estratégia, pois a partir dela, pudemos olhar e interpretar as dinâmicas sociais e ainda, verificar que a Educação Ambiental, com suas inúmeras vertentes, se apresenta como um espaço social de disputa por hegemonia, prevalecendo às ideias e as práticas que reproduzem as condições materiais e ideológicas capitalísticas.