Título

Comissões de meio ambiente e qualidade de vida na escola: os desafios da educação ambiental como política pública

Programa Pós-graduação
Ensino de Ciências
Nome do(a) autor(a)
Áurea da Silva Garcia
Nome do(a) orientador(a)
Icléia Alburquerque de Vargas
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2010
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

As escolas culturalmente se constituem em espaços onde pessoas depositam sonhos de uma vida, de uma geração. Na atualidade, com as Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida nas Escolas (Com-Vida) parte desses sonhos pode ser suscitada e sistematizada. A Com-Vida surge em 2003 a partir de demandas da I Conferência Nacional Infanto-Juvenil de Meio Ambiente, momento em que jovens de todo o país solicitaram a organização de conselhos jovens de meio ambiente e a elaboração da Agenda 21 Escolar. Desta forma, o órgão gestor de Educação Ambiental (Ministérios da Educação e do Meio Ambiente) busca desencadear processos permanentes de Educação Ambiental (EA) propondo o programa: Vamos Cuidar do Brasil com as Escolas, sob responsabilidade do MEC. Neste programa, uma das ações estruturantes é a Com-Vida, que tem como um dos objetivos a elaboração da Agenda 21 Escolar, que se traduz em um planejamento participativo, com o envolvimento da comunidade escolar. Nessa construção coletiva, espera-se que a comunidade escolar expresse seus sonhos e desafios e, a partir deles, elabore um plano de ação visando uma escola animada, participativa e saudável. Este trabalho apresenta uma pesquisa de cunho qualitativo, um estudo de caso, que analisa as ações e as inferências nas redes locais de EA, delimitando 10 escolas de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, inscritas no MEC como participantes do processo de criação da Com-Vida. A partir da análise e interpretação dos dados coletados verificou-se que não se constituíram grupos de fato. Também foram realizadas, como proposta de intervenção, Oficinas para Criação e Fomento da Com-Vida em duas escolas, utilizando a proposta metodológica indicada pelo órgão gestor, a oficina de futuro. Na expectativa de uma construção democrática, a proposta almeja que cada uma das escolas estabeleça o delineamento das diretrizes da Agenda 21 Escolar, inserindo-as no projeto político pedagógico (PPP). Das várias possibilidades e entraves encontrados, a questão da participação permeou e constituiu-se como fator determinante para se alcançar os sonhos almejados, caracterizando-se, portanto, como fundamental a efetividade e legitimidade da participação para o fortalecimento de políticas públicas voltadas para a Educação Ambiental.


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