Título
Uso e ocupação da margem esquerda do rio Paraguai e a percepção ambiental de usuários do município de Cáceres, Mato Grosso
A presente pesquisa trata sobre as questões de uso e ocupação da margem esquerda do rio Paraguai e das relações estabelecidas entre usuários. Foi realizada no município de Cáceres/MT, que está localizado na porção sudoeste do estado de Mato Grosso, cujo objetivo foi identificar os diferentes tipos de uso/ocupação da margem esquerda do rio Paraguai, e as diferentes percepções de dois grupos de usuários: pescadores profissionais e proprietários de pousadas e restaurantes localizados às margens do rio. O primeiro capítulo refere-se ao estudo do uso e ocupação do solo da margem esquerda do rio. Os procedimentos utilizados foram: o trabalho de campo para identificação da área; a observação identificando os diferentes usos, com registros escritos e fotográficos; aplicação do protocolo de avaliação rápida que consiste em caracterizar um ambiente, através da observação, baseada em parâmetros pré-estabelecidos. As análises revelaram que as transformações observadas nas margens do rio Paraguai em Cáceres, tanto no perímetro urbano quanto na área de expansão urbana, são reflexos da ocupação desordenada, o que contribui com o aumento dos problemas ambientais no rio, como: assoreamento, contaminação da água, retirada da vegetação e erosão marginal. O segundo capítulo apresenta os diferentes olhares de dois grupos de usuários sobre o rio Paraguai. A pesquisa qualitativa foi, a metodologia utilizada, tendo a entrevista semi-estruturada como procedimento para a coleta de dados. O universo da amostra foi constituído por 25 entrevistados, sendo 20 pescadores profissionais e 05 proprietários comerciais. A pesquisa revelou os diferentes olhares que os usuários pesquisados possuem sobre o rio Paraguai, e, que estes mantêm uma relação de trabalho muito forte com o rio, visto que suas atividades profissionais dependem dele. Os dois grupos percebem os principais problemas ambientais que estão ocorrendo no rio e o associam a causas antrópicas. Verificou-se que há um elo afetivo entre os dois grupos e o rio, sendo que esta ligação afetiva é mais evidente entre os pescadores profissionais. Com esta pesquisa percebeu-se a necessidade de um envolvimento da população na gestão do rio, bem como, também realizar atividades educacionais na área de Educação Ambiental.