Título
Experiências de EA na APA da Fazendinha: um estudo crítico de práticas educativas formais e não-formais
Apresenta como tema central experiências de EA na APA da Fazendinha, como <i>locus</i> de pesquisa uma Unidade de Conservação(UC), localizada no distrito de Fazendinha/AP. A metodologia está amparada em revisão bibliográfica, pesquisa de campo e análise documental, com o objetivo geral de contribuir para uma compreensão mais ampliada da atuação da APA da Fazendinha, a partir do referencial de experiências de EA na condição formal ou não. O método de abordagem foi o dialético, uma vez que, conforme Filho (1988), facilita a dinâmica do entrevistador, na formulação de conjunturas. Já o método de procedimento é de caráter quali/quantitativo, vez que conforme Haguete (2000), ao investigar um dado fenômeno, procura ressaltar suas especificidades e razão de ser, ao mesmo tempo ao mesmo tempo que lança mãos de análise de tabelas. No que tange à hipótese que deu impulso ao presente estudo, têm-se duas: 1 Por se tratar de uma UC, acredita-se que experiências de EA sejam uma prática permanente no universo formal e não-formal da APA da Fazendinha. 2. Apesar das finalidades e objetivos previstos em Lei para uma área de proteção ambiental, as práticas educativas ambientais desenvolvidas na APA da Fazendinha não tem sido suficientes para a manutenção do espaço de duas questões fundamentais nortearam a pesquisa: a. Até que ponto experiências de EA implementadas na APA constituíram e constituem vetores reais de soluções dos problemas ambientais com que tanto a UC quanto o distrito de defrontam? 2. Em que medida os objetivos da EA da APA se articulam com os objetivos da EA formal desenvolvida nas escolas do entorno e quais suas repercussões na comunidade local? O referencial teórico no qual se apoio esta pesquisa tomou por base obras como Os Sete saberes necessários à Educação do futuro (2004) e Introdução ao pensamento complexo(2001), dentre outras, de Edgar Morin, considerado o "pai" da teoria da complexidade, além de outros autores, como Leff (2001, 2002, 2003, 2006), Loureiro (2002, 2004, 2006) e Reigota (1995, 2001, 2002), que discutem a EA, rumo a uma EA crítica, transformadora e emancipatória. Na seara do Desenvolvimento Sustentável (DS), destaque para Veiga (2008). Importante contribuição, também, de Séguin (2006) e Sirvinskas (2003), quando da discussão do direito ambiental. Os resultados demonstram que experiências de EA não são uma prática pedagógica a fazer parte do cotidiano da APA em estudo, portanto incapazes de serem vistas como vetores reais de solução de problemas ambientais com que a APA e o próprio distrito se defrontam.