Título
Políticas públicas, ensino superior e a cultura da sustentabilidade
No meio acadêmico, ocorrem os estudos que podem promover a construção de saberes e soluções para o problema da crise ambiental que assola a humanidade. As universidades podem atuar em duas frentes, quando se pensa em concretizar a sustentabilidade: gestão e ensino. Para o fomento da cultura da sustentabilidade nas universidades, é necessário que haja legislação orientando as ações na gestão e no ensino sob pena de não ser possível fomentar o estudo transversal da educação ambiental, tal qual previsto na Política Nacional de Educação. Diante de tal problemática, a legislação torna-se ferramenta de políticas públicas em favor da cultura da sustentabilidade, regulamentando o que a Constituição Federal e a legislação federal já dispõem. Partindo da premissa de que a universidade é instrumento para disseminar a cultura da sustentabilidade e objetivando mensurar o envolvimento dos 5 <i>campi</i> da Unioeste com a ideia de sustentabilidade, tanto no ensino como na gestão, aplicou-se um questionário desenvolvido pela Associação de Dirigentes das Universidades para um Futuro Sustentável, ULSF, nos 5 <i>campi</i> da Unioeste. Trata-se de questionário que abarca sete dimensões críticas da educação superior: 1) Currículo; 2) Bolsas de estudo e pesquisa; 3) Operações; 4) Docentes e funcionários,– desenvolvimento e prêmios; 5) Extensão e serviços; 6) Oportunidades para estudantes; 7) Administração, missão e planejamento. Concluiu-se que os impactos da economia mundial, da tecnologia e do consumismo desenfreado em contraposição aos limites ambientais exigem uma resposta educacional assertiva das universidades. O pragmatismo pede que a sociedade civil e o ambiente acadêmico fomentem mudanças culturais em favor da preservação do meio ambiente e da conscientização planetária, e tal tarefa não pode ser delegada exclusivamente ao Estado. É premente a necessidade de sermos, hoje, a sociedade sustentável que queremos para o futuro, e, para tanto, é preciso desde já investir-se no fomento da cultura da sustentabilidade, sendo o ambiente da universidade um espaço educacional privilegiado para este intento, capaz de desenvolver formadores de opinião, indivíduos cônscios de seu papel de transformadores sociais.