Título
Superando o estigma da seca a partir de estratégias de convivência com o semiárido: o modelo da comunidade de Sussui
Este trabalho tem como objetivo investigar as inúmeras estratégias de convivência com o semiárido tendo como base a história ambiental, a Permacultura, os princípios da Agroecologia e as práticas da Educação Ambiental em processo participativo de troca de saberes. O estudo foi realizado na comunidade de Sussuí, Quixadá, Sertão Central do Ceará, localidade onde se desenvolve o projeto de integração comunitária com o apoio do Instituto Nordeste Cidadania –Inec e em parceria com o Núcleo de Estudos e Práticas Permaculturais do Semiárido- Neppsa. A problemática da seca é reavaliada a partir de um novo olhar que busca conviver com as peculiaridades e potencialidades da região. O problema das secas não começa com a falta de água e nem termina com a chegada da estação chuvosa. Não é oriundo simplesmente da perda da produção agrícola por escassez, ausência ou irregularidade de chuvas. Fundamentalmente, a seca tem conotação direta com crises periódicas que afetam a economia agropecuária por inadaptação das lavouras produzidas com as condições de potencialidades e de limitações dos recursos naturais. Além desses, outros fatores podem agravar como, as mudanças climáticas e o manejo inadequado dos recursos naturais, contribuindo ao agravamento significativo às consequências resultantes da seca. A permacultura, a agroecologia e a educação ambiental trabalham dentro da perspectiva de convivência com o semiárido, através de práticas e manejos alternativos que respeitam o meio ambiente e otimizam o uso dos recursos naturais além de orientarem a população a desenvolver uma nova forma de lidar com as peculiaridades de uma região sujeita à irregularidade de chuvas.