Título
Diagnóstico da educação ambiental nas escolas da microrregião de Capanema-PR: que práxis é esta?
Este trabalho é um estudo da realidade sobre a Educação Ambiental realizada em oito escolas, dos municípios da região sudoeste do Paraná: Santa Izabel do Oeste, Realeza, Capanema, Planalto, Pérola do Oeste, Pranchita, Bela Vista da Caroba e Ampére, pertencentes ao Núcleo Regional de Educação de Francisco Beltrão. Nele, traçamos um diagnóstico da prática da Educação Ambiental dos professores, nessas escolas e de como o estado tem amparado o trabalho docente, de forma que seja concretizado o que prevê a Pnea. Os sujeitos participantes foram 228. Destes, 186 são alunos e 42 professores. Os alunos são de terceiro ano do ensino médio, uma turma por escola de cada município. Respaldamos a pesquisa nos escritos de Gramsci sobre a escola. Consideramos o potencial dinamizador da Educação Ambiental no que ela produz na relação escola-sociedade. A conduta metodológica nesta proposta é guiada pela concepção materialista-histórica. Apresentamos reflexões e proposições sobre Educação Ambiental, através da crença na transformação social. Uma educação inspirada nestas proposições é entendida como um empreendimento político, comprometido com a formação humanizadora a partir de princípios contextualizados, historicamente com a realidade. Diagnosticamos que a Educação Ambiental está no meio escolar com apenas algumas atividades isoladas nas disciplinas de Geografia e Biologia. A Educação Ambiental se encontra em meio a muitos problemas políticos, estruturais, teóricos, sociais, culturais e pela instabilidade causada pela troca de governo do estado e do país. A carga horária excessiva dos professores, turmas numerosas, remuneração injusta dos professores, a sociedade motivada ao consumo pelo sistema capitalista também compõem o rol dos problemas.