Título
A lógica destrutiva do capital, crise ambiental, mudanças climáticas:os movimentos sociais e a educação ambiental
O objetivo desse trabalho foi analisar a lógica destrutiva do processo de produção e acumulação do capital, focalizando uma de suas principais manifestações: a destruição ambiental, em especial as mudanças climáticas, demonstrando que esta pode se constituir tanto num limite quanto em novos campos de acumulação para o capital. Além disso, se propôs analisar o posicionamento dos movimentos sociais e ambientais no contexto das mudanças climáticas. O estudo foi realizado a partir de uma pesquisa bibliográfica e documental, tendo como referenciais teórico-metodológicos os pressupostos centrais do método dialético marxista. Inicialmente, analisa-se a lógica destrutiva do processo de produção e acumulação do capital constatando que este processo vem se constituindo a partir de uma dupla exploração: do trabalho e da natureza. Essa dupla exploração vem induzindo uma série de contradições, resultando numa crise estrutural do capital, tendo como uma das principais manifestações a destruição ambiental, ou a chamada "crise ambiental". Como uma das principais constatações do estudo, foi evidenciado que a crise ambiental, especificamente as mudanças climáticas, pode constituir tanto um limite quanto uma alavanca para o capital. Para finalizar, se verifica que, ao contrário de outros problemas considerados ambientais, as mudanças climáticas vêm possibilitando a articulação de movimentos sociais clássicos, como sindicatos e os "novos" movimentos sociais. Nessa luta política, que expressa os diferentes interesses de classes, existe uma disputa, principalmente em relação às alternativas para a crise climática. De um lado, organizações importantes, como o Greenpeace, defendendo posições a partir da lógica do mercado, do capitalismo verde; de outro, movimentos e organizações como a Fase, a Via Campesina, entre outros, denunciando a mercantilização da natureza. Nesse turno, considera-se que enfrentar os atuais desafios impostos pela ordem do capital é necessário a articulação das lutas sociais e ambientais. Igualmente, considera-se que a educação ambiental crítica e emancipatória e a dialética marxista podem contribuir para os movimentos sociais comprometidos com a emancipação social no sentido de possibilitar uma compreensão articulada dos problemas sociais e ambientais.