Título
A influência da água consumida na saúde humana: percepção de agentes comunitários de saúde (ACS) do programa saúde da família no bairro Igrejinha, município de Juiz de Fora - MG
Os desequilíbrios ambientais decorrentes da ação humana manifestam-se, dentre outras formas, na contaminação e na desigualdade da distribuição da água. A água destinada ao consumo humano de boa qualidade é uma condição para a promoção e manutenção da saúde, considerada um direito social fundamental e reconhecida como um indicador de desenvolvimento humano. Por outro lado, a água fora dos padrões de potabilidade, ou sua escassez, provoca doenças de veiculação e origem hídrica. Assim, a política de saúde ambiental surge como um aprimoramento do Sistema Único de Saúde (SUS), através da vigilância da água de consumo humano (Vigiágua), atuando sobre cenários formados por condições socioambientais e modos de vida precários, com o objetivo de promover a melhoria da educação e qualidade ambiental, que favorecem efeitos à saúde mais eficazes e duradouros do que a simples prestação de serviços assistenciais. Este trabalho tem como objetivo analisar a qualidade da água através da percepção dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) do Programa Saúde da Família (PSF), onde os mesmos são atores fundamentais na observação e avaliação da qualidade da água consumida, através de visitas domiciliares periódicas em micro áreas pré-definidas, garantindo melhorias significativas na água de consumo humano e sua implicação direta na saúde das famílias assistidas no bairro Igrejinha, município de Juiz de Fora - MG. O estudo qualitativo, com roteiro de entrevistas semi-estruturadas de caráter exploratório descritivo, com análise de conteúdo de Bardin (2002), junto aos ACS, revelou resultados importantes sobre a qualidade da água e saúde comunitária, tais informações possibilitarão orientações para gestores e técnicos da Prefeitura de Juiz de Fora para minorar dificuldades intersetoriais relacionadas com a qualidade da água de consumo humano oferecida à população adstrita ao PSF, e ainda subsidiar a Secretaria Municipal de Saúde na estruturação da vigilância da água de consumo humano, preconizada pelo Ministério da Saúde, através da Portaria nº 518 de 25 de março de 2004.