Título
Arqueologia preventiva e socialmente responsável! A musealização compartilhada e meu mundo expandido baixo Amazonas, Juruti/Pará
O interesse desta dissertação é compartilhada a experiência em extroverter as chaves de conhecimento voltadas ao patrimônio cultural em geral, e o arqueológico em específico, no contexto do licenciamento ambiental na Amazônia. O que se pretende neste trabalho é esboçar uma etnografia do contrato, avaliando as relações interpessoais, as mudanças sócio-econômicas, as reciprocidades e conflitos envolvidos nesse cenário. Ao mesmo tempo, é intenção avaliar a efetividade das ações compartilhadas junto com a comunidade de Juruti, apontando seus alcances e limites. Interessa avaliar em cada ação o objetivo, sequência e consequência, sempre calcada na realidade local e na perspectiva de contribuir para atitudes sociais colaborativas. Cabe apontar a multiplicidade de coletivos que se confrontam nesse campo do licenciamento ambiental: demandas, interesses e perspectivas variados colaboram e rivalizam entre si, dentro e fora de cada coletivo. Esse cenário favorece a fricção entre os coletivos, que se atualizam e transmudam, em um dinâmico amadurecimento político. A imagem do caleidoscópio descreve de maneira muito feliz o dinamismo e brilho desses coletivos na sua relação política, em geral, e com nosso programa de educação patrimonial, em específico; e esse é o foco do presente trabalho.