Título

Dança do congo: educação, expressão, identidade e territorialidade

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Herman Hudson de Oliveira
Nome do(a) orientador(a)
Michele Tomoko Sato
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2011
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

No município de Nossa Senhora do Livramento também conhecido como Livramento, localizado na rodovia MT-060, em direção ao pantanal mato-grossense e que dista cerca de 40 quilômetros da capital do estado, Cuiabá, ocorre a dança do Congo, manifestação artística característica de comunidades negras rurais. Este teatro-ritual representa a guerra entre dois reinos (provavelmente Congo e Angola) e tem como centro da disputa uma questão territorial. A base desta expressão artística que reúne cenografia, coreografia, drama e música, é a devoção a São Benedito e acontece nos meses de abril e julho, respectivamente em Livramento e Mutuca. Nasce na Mutuca que fica dentro do complexo quilombola Sesmaria Boa Vida – Mata Cavalo, dividida, portanto, numa de suas seis associações. As bases históricas e etnográficas foram investigadas na intenção de compreender se a musicalidade do Congo tem relação ambiental e de que maneira este conhecimento se desdobra em reinvenção pedagógica. Tanto pelos seus dançantes e pela história que narram, a dança do Congo também passa por um processo diaspório e identitário na medida em que as possíveis pedagogias ambientais e noções territoriais jogam na ressignificação e atualização de sentidos históricos e etnográficos pertencentes ao quilombo. Todavia componentes de caráter socioeconômico e socioambiental interagem e interferem nas dinâmicas temporais e territoriais desta teia de significados e relações tomando como principal elemento as relações de poder. Sinergicamente à racionalidade moderna, o capitalismo pressiona as comunidades e suas expressões para entre lugares da cultura e do sentido dos sujeitos em relação a seus territórios de origem, requerendo outras formas de pensar a si e a sua arte. No entanto, um elemento iconográfico, São Benedito, se instala como fio condutor dos elementos identitários, territoriais e artísticos justamente no ponto em que as comunidades negras se reinventaram, na religiosidade.


Classificações

Contexto Educacional
Data de Classificação:
30/12/2069