Título
Escola como espaço de (in)coerências: a prática da educação ambiental para formação de sociedades sustentáveis em duas escolas do município de Manaus
O sonho de dominar a natureza começa, efetivamente, quando o homem consegue domesticar plantas e animais. Isto se deu no Período Neolítico, também conhecido como Revolução Neolítica. A relação entre natureza e homem levou este último a interferir cada vez mais no ambiente. Essa interferência nos processos naturais tem contribuído e acelerado a desconstrução da teia natural da vida. Dessa forma, a degradação do ambiente é tema para discussão e responsabilidade de toda sociedade, principalmente na escola, responsável pela formação de cidadãos críticos e conscientes de que sua participação nesse desafio global é de fundamental importância na busca da formação de sociedades sustentáveis. Neste sentido, este trabalho teve por base fazer uma análise das (in)coerências das práticas de educação ambiental em confronto com a legislação vigente em duas escolas do município de Manaus. Utilizou-se o método qualitativo e o caminho percorrido baseou-se na etnografia, nos atores sociais envolvidos na pesquisa, na iconografia e no banco arquivístico das escolas. Com base nesses dados, confrontou-se com a Política Nacional de Educação Ambiental (Pnea), o Programa Estadual de Educação do Amazonas (PEA- AM) e as teorias que tratam da Educação Ambiental e Sociedades Sustentáveis. O estudo mostra que, mesmo após mais de uma década de instituída a Política Nacional de Educação Ambiental, parte de professores, pedagogos e alunos desconheciam totalmente o que preceitua esta lei.