Título

O diário em roda, roda em movimento: formar-se ao formar professores no PROEJA

Programa Pós-graduação
Educação Ambiental
Nome do(a) autor(a)
Cleiva Aguiar de Lima
Nome do(a) orientador(a)
Maria Do Carmo Galiazzi
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2011
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Este trabalho apresenta uma pesquisa sobre formação de formadores no âmbito do Programa
Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica, na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA). A pesquisa foi desenvolvida com oito professores formadores em formação que se reuniam semanalmente no Campus Rio Grande do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) para planejar e executar um curso de formação continuada – Encontros Dialógicos com o PROEJA. Alguns pressupostos orientaram a pesquisa: a concepção freireana do homem e da mulher como seres inconclusos, portanto, em processo de construção e do registro como subsídio para a reflexão sobre a prática; a
possibilidade de propostas de formação em Roda, a partir da qual, é possível exercitar o diálogo, a partilha, a escuta; a necessidade do professor assumir a escrita como um exercício para pensar na perspectiva de Galiazzi (2003) e Marques (2008). A Pesquisa Ação Participante foi construída no movimento da Roda dos Formadores com os professores, incluindo esta pesquisadora e envolveu uma ação e a participação dos sujeitos investigados, na perspectiva política de transformação como propõe Brandão (2003). O Diário em Roda foi,
ao mesmo tempo, dispositivo de formação e de investigação. Dispositivo em movimento em
que a mediação pedagógica, processo construído na Roda, orientou os rumos da escrita e dos registros. Com isso, o Diário configurou-se em três momentos: descrição da Roda, registro de como nos tornamos professores nessa Roda e elaboração de episódios com base nos encontros da Roda dos Formadores. A análise do Diário em Roda, realizada mediante a Análise Textual
Discursiva proposta por Moraes e Galiazzi (2007), possibilitou a produção de significados a partir da organização das unidades de significado e da emergência de categorias. Assim, a compreensão do processo investigado ocorreu num movimento recursivo de interpretação que permitiu perceber a necessidade do Diário em Roda ser pesquisado durante a sua elaboração. Ao mesmo tempo, a pesquisa aponta para a necessidade desse dispositivo formativo ser lido e problematizado em Roda, por meio da mediação pedagógica, para ampliar a compreensão da
formação docente e da constituição de educadores ambientais. A Roda dos Formadores,
entendida como um espaço coletivo e colaborativo constituiu-se num espaço de formação, potencializado pela leitura, pelo diálogo e pela escrita. Esse modo de formar-se ao formar, concebido como uma re(invenção) dos Círculos de Cultura (FREIRE, 2006b), propôs um modo de formação que rompe com estruturas tradicionais de formação permanente. Ao superar modelos individualistas e solitários, pressuposto da Educação Ambiental, a Roda vivenciou uma proposta formativa que valorizou o grupo, a parceria, a partilha, com o objetivo de construir coletivamente aprendizagens, sobre ser professor e formador, registradas
em um Diário. A tese defendida é que escrever num Diário em Roda potencializa processos de formação docente porque possibilita a aprender a ser Roda ao aprender a elaborar o Diário, ao aprender o que registrar, ao aprender a formar-se em Roda e assim formar a Roda. Com tudo isso se aprende sobre o significado do Diário e, repito, a ser Roda.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Área Curricular
Modalidade: Regular
Data de Classificação:
09/07/2015