Título
O lixo flutuante em regiões metropolitanas costeiras no âmbito de políticas públicas: o caso da cidade do Rio de Janeiro
As regiões metropolitanas brasileiras sofreram uma significativa expansão urbana desde meados do século vinte, sem acompanhamento da expansão dos serviços de saneamento básico. Em muitas delas, como no Rio de Janeiro, se investiu na canalização dos cursos d'água como solução para drenagem urbana, facilitando a entrada de resíduos sólidos (mesmo onde sua coleta é adequada), os quais tendem a ser transportados até as zonas costeiras. Embora estudos apontem que situação semelhante ocorre em outros países, a maior parte somente analisa o lixo encontrado em zonas costeiras e marinhas. Dado que a prevenção quanto à geração de lixo flutuante é menos custosa e mais eficiente do que ações de remediação, o objetivo geral do presente estudo é averiguar os fatores (históricos e atuais) que contribuem para geração de lixo flutuante e os danos desencadeados na cidade do Rio de Janeiro (CRJ), como subsídios para estabelecer políticas de prevenção. Para alcançá-lo, pesquisou-se na bibliografia disponível sobre esses fatores, bem como se determinou a composição do lixo flutuante presente junto a barreiras instaladas na transversal da foz de rios da CRJ (mediante o desenvolvimento de uma metodologia de amostragem) e observou-se nas respectivas bacias os fatores atuais. Além disso, identificou-se a possibilidade da integração das políticas públicas relativas a gerenciamento de recursos hídricos, gerenciamento costeiro e educação ambiental com gerenciamento de resíduos sólidos, como potencial política de prevenção.