Título

Associação para a proteção ambiental de São Carlos: subsídios para a compreensão das relações entre movimento ecológico e educação

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Marcos Sorrentino
Nome do(a) orientador(a)
Eda Teresinha de Oliveira Tassara
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
1988
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

O presente trabalho – “Associação para proteção ambiental de São Carlos: subsídios para compreensão das relações entre movimento ecológico e educação” é uma análise da história de uma entidade ecologista sediada em São Carlos, cidade de porte médio (aproximadamente 114.000 habitantes em 1980) do interior paulista, a 230 km da capital em direção ao noroeste do estado. Em sua totalidade, este trabalho objetiva: 1. Descrever características de uma entidade ecologista. 2. Analisar seu papel social. 3. Estimular o debate sobre a institucionalização da militância. 4. Contribuir para o desenvolvimento de processos de investigação calcados em metodologias que estimulem simultaneamente o conhecimento e o aprimoramento da ação social. 5. Desenvolver considerações sobre o papel educacional dessas entidades. 6. Contribuir para a clarificação de objetivos do ecológico visando fornecer subsídios para programas de educação ambiental. Realiza-se através da integração de diversos métodos (entrevistas, levantamento e análise de documentos, questionários, observação participante e pesquisa-ação) que se alicerçam na análise antropológica como forma de conhecimento. Acompanha-se o desenvolvimento desta entidade durante dez anos (77/86) integrando vivências de associado e de pesquisador. Como pesquisador re-percorre-se (nos últimos três anos) caminhos trilhados ao longo dos dez anos de militância. Recupera-se nesse percurso, objetivos, atividades e principais lutas, estrutura e funcionamento da entidade através de documentos e depoimentos dos associados ativos. As análises desenvolvidas permitem descrever o perfil desta entidade ecologista como sendo uma escola de participação contribuindo para: o desenvolvimento de uma cultura de procedimentos democráticos (através de práticas autogestionárias e da tolerância diante da diversidade); o rompimento com o "niilismo" e a estimulação de análises sobre a estrutura da sociedade e das propostas para transformá-la; e o autoconhecimento através de uma postura crítica em busca de valores substantivos individuais e/ou grupais. Permitem ainda considerar-se como relevante o papel desenvolvido pela entidade ao estimular relações entre a universidade e comunidade, conhecimento acadêmico e necessidades sociais, aprendizado e ação e a sua contribuição para a formação do militante ecologista (enquanto profissional e cidadão). Considera-se, por fim, que essas características da entidade estudada podem ser úteis no delineamento de diretrizes para programas de educação ambiental.


Classificações

Contexto Educacional
Data de Classificação:
10/05/2014